Cervejaria Backer pode ter sido alvo de sabotagem  

As informações foram divulgadas pela rádio Itatiaia nesta quinta-feira (16)

A Cervejaria Backer pode ter sido alvo de sabotagem, segundo informações divulgadas pela rádio Itatiaia nesta quinta-feira (16). De acordo com o veículo de comunicação, a Backer teria sido vítima da empresa que a forneceu a substância química monoetilenoglicol.

Ainda, segundo a Itatiaia, a Polícia Civil está no galpão da fornecedora, no bairro Vila Paris, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Além disso, um ex-funcionário da fornecedora detalhou a situação à polícia. Ele trabalhou por dez meses na empresa e tem provas de que o monoetilenoglicol era misturado ao dietilenoglicol, substância mais barata.

Terceira morte confirmada

Polícia Civil de Minas Gerais confirmou nesta quinta-feira (16) a terceira morte por suspeita da síndrome nefroneural, relacionada à contaminação da cerveja Belorizontina com o tóxico dietilenoglicol. O paciente de 89 anos morreu no início da manhã de hoje no Hospital Mater Dei. O corpo do idoso passará por exames no Instituto Médico Legal (IML).

Ao todo, três mortes já foram confirmadas em relação à possível síndrome. Um caso na cidade de Pompéu ainda está sob investigação. Entre os sintomas da síndrome nefroneural estão alterações neurológicas e insuficiência renal aguda. Os pacientes podem dores abdominais, náuseas e vômitos.

O Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento confirmou ontem (15) que a fábrica mineira Backer usou água contaminada na produção da Belorizontina. A análise do Ministério detectou que a contaminação ocorreu dentro da cervejaria, mas ainda não há conclusão sobre a forma como isso aconteceu. Segundo o ministério, diversos tanques da fábrica estavam contaminados.