Ambulantes: primeiro escalão da Prefeitura de Monlevade afirma que foi cumprida determinação do MP

No entanto, em documento compartilhado junto com a nota está escrito “recomendação”. Vendedores ambulantes foram retirados das ruas de Monlevade na última sexta.

Ambulantes: primeiro escalão da Prefeitura de Monlevade afirma que foi cumprida determinação do MP
Ambulantes em Monlevade – Foto: Cíntia Araújo/DeFato Online

Servidores do primeiro escalão da Prefeitura de João Monlevade, bem como defensores do governo Simone Moreira (PTB), compartilharam via rede social e WhatsApp, inclusive para jornalistas da cidade, uma nota sobre a ação que retirou os vendedores ambulantes das ruas do município na última sexta (21). A nota destaca que a Prefeitura cumpriu determinação do Ministério Público. Contudo, o documento compartilhado, é denominado “Recomendação 02/2019” e não apresenta a data.

É importante destacar que a nota não foi veiculada via Assessoria de Comunicação do Executivo. Também não foi divulgado nenhum posicionamento nos perfis da Prefeitura nas redes sociais.

Confira abaixo o texto na íntegra referente ao caso, bem como a imagem compartilhada:

 

A Prefeitura de João Monlevade realizou a retirada dos ambulantes da região central em razão de determinação do Ministério Público, tendo em vista que caso a prefeitura não atenda tal determinação, o Município pode ser alvo de processo judicial. 

Por pura politicagem, alguns pré-candidatos e pessoas desinformadas, com intuito de aparecer e (sic) ficam insinuando que a ação promovida pela prefeitura, seria perseguição contra os ambulantes. Segue abaixo cópia do documento enviado pelo Ministério Público para a prefeitura de João Monlevade. 

E vale lembrar que a administração irá, com toda certeza, criar um local adequado para os ambulantes, o que ainda não ocorreu em razão da pandemia, haja vista a impossibilidade de aglomeração de pessoas. 

Fica a pergunta: será que os pré-candidatos que criticaram o cumprimento de determinação do Ministério Público irão agir em desacordo com a lei, caso sejam eleitos?