‘Marcha da Inocência’ ataca ‘sexualização infantil’ em Itabira

Marcha reuniu vereadores de Itabira, pessoas da comunidade e políticos de outras cidades, como o vereador Jair Di Gregório, de Belo Horizonte

‘Marcha da Inocência’ ataca ‘sexualização infantil’ em Itabira
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Centenas de itabiranos se vestiram de branco no fim da tarde desta terça-feira, 7 de novembro, e saíram pelas principais vias do Centro da cidade em um movimento chamado de “Marcha da Inocência”. A manifestação foi coordenada por Iigrejas evangélicas e pelo vereador André Viana (Podemos), autor de um projeto de lei que dispõe sobre o respeito dos serviços públicos municipais à dignidade especial das crianças e adolescentes. O parlamentar atacou o que chamou de “sexualização infantil”, citando casos recentes que levantaram polêmica em Minas Gerais e no Brasil.

Durante a votação do projeto, André Viana usou a tribuna da Câmara e ilustrou seus comentários com imagens de exposições artísticas e materiais didáticos distribuídos em escolas públicas. De acordo com ele, as instituições de ensino estão se transformando em “centros de doutrinações”. “Criança não é um adulto pequeno. Precisamos protegê-las. Escola é para ensinar, não para sexualizar e erotizar as crianças”, bradou o vereador.


André Viana ilustrou seu posicionamento com polêmicas recentes envolvendo crianças e artes                     Foto: Rodrigo Andrade/DeFato

A manifestação coordenada por André Viana contou com a presença do vereador de Belo Horizonte Jair Di Gregório (PP). Ele ficou conhecido em todo estado após divulgar um vídeo na internet em que supostamente uma professora levava alunos de uma escola municipal para visitar uma exposição adulta no Palácio das Artes. A instituição de ensino depois afirmou que a turma, na verdade, foi ao local para assistir filmes de um festival que acontecia no mesmo local.

Outra presença política foi do deputado estadual Léo Portela (PRB), que vem a Itabira com frequência. O vereador de João Monlevade, Pastor Carlinhos (PMDB), foi mais um que esteve na marcha. Recentemente ele também protestou dentro da mesma temática na Câmara da cidade vizinha.


Deputado Léo Portela, ao lado da esposa e do vereador André Viana                                                                              Foto: Thales Benício

O grupo foi encorpado, sobretudo, por representantes de Igrejas Evangélicas de Itabira. A manifestação também pontuou questões de “ideologia de gênero”. “Menino nasce menino e menina nasce menina”, gritavam, enquanto se concentravam em frente à Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade (FCCDA). De lá, saíram em marcha até o Terminal Rodoviário Genaro Mafra.

“Hoje no Brasil estamos presenciando o vilipêndio da fé e das famílias. Nossa preocupação é com as crianças. Os adultos que façam o que quiserem de suas vidas. Se os pais querem educar seus filhos do jeito que o mundo está hoje, que eduquem, mas não é papel do estado levar isso para os filhos de todos. Não vamos permitir”, disse André Viana, antes de seu projeto ser aprovado por unanimidade pelos demais vereadores.