Grupo de apoio debate desafios e promove troca de experiências sobre a Síndrome de Down
Lúcia Maria Silva participa dos encontros sempre acompanhada de seu filho Nicolas de 2 anos
Com o instituto de fornecer trocas de informações e experiências, famílias de crianças com Síndrome de Down se uniram e criaram o grupo Família Down e Amor de Itabira e Monlevade (Fada). Os encontros acontecem no primeiro sábado de cada mês na Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), em Itabira. O objetivo principal é gerar um espaço para que a família possa falar e ser ouvida.
O Dia Internacional da Síndrome de Down foi lembrado na última segunda-feira, 21 de março. Para marcar a data, o Fada realizou no domingo, 20, um lanche coletivo no pátio da Apae. Todos os membros do grupo, como pais, filhos e profissionais, usaram uma camisa criada especialmente para o grupo, com os dizeres: “Amigos não contam cromossomos”.
Lúcia Maria Silva participa dos encontros desde o ano passado e faz o possível para não faltar. Ela sempre acompanhada de seu filho Nicolas, 2 anos. “Cada encontro é uma novidade. Cada mãe tem uma informação diferente para nos passar. É muito importante que os pais de filhos com a Síndrome de Down estejam atualizados e não aceitem a situação como está. Sempre é possível melhorar”, diz.
O filho com Síndrome de Down demanda reestruturação de toda a família, mas, em contrapartida, Lúcia acredita que isso fortalece, dá sentido e gera propósito de vida. “Em cada fase do desenvolvimento do filho, a família vive desafios, mas com uma rede de apoio fica mais fácil superá-los”, afirma a mãe. “Nós queremos que nossos filhos aprendam, estudem, desenvolvam e se insiram na sociedade. Afinal, incapacidade não é impossibilidade, né!?”, completa.
O Fada também conta com uma fisioterapeuta. A profissional Valesca Carla Detoro diz que essa aproximação fornecida pelo grupo é muito importante para as famílias. “É muito bom que as crianças com Down convivam com outras que possuem a mesma síndrome”, aconselha. De acordo com ela, o encontro serve para quebrar o preconceito que existe em torno da síndrome. “Hoje podemos ver crianças com Down frequentando escolas e convivendo normalmente com a sociedade”, conta.
Atualmente, 15 famílias de Itabira e João Monlevade estão inseridas no Fada. Para participar, basta comparecer nos primeiros sábados de cada mês, a partir das 14h, na sede da Apae de Itabira, que fica na rua José de Alencar, 385, no bairro Machado.