Anderson Torres terá que devolver R$ 120 mil de salários por determinação da Polícia Federal
Anderson Torres responde a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) na PF que investiga possíveis irregularidades cometidas enquanto servidor público
Por determinação da Polícia Federal (PF), o ex-ministro da Justiça do governo Jair Bolsonaro (PL), Anderson Torres, terá que devolver aos cofres públicos R$ 120 mil recebidos de salários enquanto esteve detido no Batalhão de Aviação Operacional da Polícia Militar, no Guará, região administrativa do Distrito Federal (DF), por suspeita de omissão nos atos criminosos de 8 de janeiro.
Como delegado, Torres recebe R$ 30 mil. Ele também era o secretário de Segurança Pública do DF e estava nos Estados Unidos à época da invasão e depredação nas dependências dos prédios federais na Praça dos Três Poderes, em Brasília.
Anderson Torres responde a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) na PF que investiga possíveis irregularidades cometidas enquanto servidor público.
A decisão para a suspensão do pagamento foi baseada em notas técnicas do Ministério do Planejamento, datadas de 2013 e 2020, segundo as quais, servidores federais não têm direitos a salário enquanto presos de maneira preventiva ou temporária por estarem afastados de sua funções.
A norma define que, não comprovada a culpabilidade do servidor ao fim do processo, a verba será devolvida caso absolvido pelo Judiciário brasileiro. Torres ficou detido por 117 dias.




