Usiminas registra prejuízo de mais de R$1 milhão no terceiro trimestre de 2015
Usiminas anunciou nessa quinta-feira, 29 de outubro, os resultados do terceiro trimestre
A Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais (Usiminas) anunciou nessa quinta-feira, 29 de outubro, os resultados do terceiro trimestre de 2015 (3T15). No trimestre, a receita líquida da Companhia foi de R$2,4 bilhões, 9,4% inferior à do 2T15, que foi de R$2,7 bilhões, principalmente devido à queda de 11,6% no volume de vendas de aço no mercado interno, que representa produtos de maior valor agregado que na exportação, e à queda de 35,8% no volume de vendas de minério de ferro.
No 3T15, a Companhia registrou prejuízo líquido de R$1.042,2 milhões, contra prejuízo líquido de R$780,8 milhões no 2T15, que foi impactado pelo impairment de ativos na Unidade de Mineração. Adicionalmente, o 3T15 foi impactado pelo efeito negativo das despesas financeiras líquidas no valor de R$820,1 milhões, resultado da forte desvalorização cambial, e pelo desempenho operacional mais fraco das Unidades de Siderurgia e Mineração.
No 3T15, o EBITDA Ajustado totalizou R$65,3 milhões negativos contra R$227,2 milhões positivos no 2T15, principalmente devido à queda no volume e preços de venda de aço no mercado interno na Unidade de Siderurgia e queda no volume de vendas de minério de ferro na Unidade de Mineração. O destaque positivo do trimestre foi para a Unidade de Bens de Capital que apresentou EBITDA positivo pelo oitavo trimestre consecutivo, mesmo diante do cenário econômico e político desfavorável para o setor. No 3T15, a margem de EBITDA Ajustado foi de -2,7% contra 8,5% no 2T15.
No 3T15, as despesas financeiras líquidas totalizaram R$820,1 milhões, contra R$40,6 milhões no 2T15, em função da forte desvalorização do Real frente ao Dólar de 28,1% neste trimestre, contra uma valorização do Real frente ao Dólar de 3,3% no 2T15, que impactou a parcela da dívida em moeda estrangeira, parcialmente compensado pelo maior resultado das operações de swap. A parcela da dívida em moeda estrangeira representava 49% da dívida total no 3T15. (Investimentos e Notícias)