Milei chama Lula de corrupto e recusa encontro caso seja eleito

Milei também disse que se chegar à presidência, serão os Estados Unidos, Israel e o “mundo livre”

Candidato à presidência da Argentina, Javier Milei afirmou nesta quarta-feira (8), que não vai se encontrar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), caso seja eleito. Milei, que tem o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em sua campanha à Casa Rosada, chamou Lula de “comunista e corrupto, por isso ele esteve preso”, segundo informações do jornal Clarín.

Milei também disse que se chegar à presidência, serão os Estados Unidos, Israel e o “mundo livre”. Em entrevista ao jornalista peruano Jaime Bayly, Javier Milei disse que se eleito, retiraria os embaixadores do seu país da Venezuela, Cuba, Nicarágua, Coreia do Norte e Irã, além de condenar o terrorismo do “Hamas e do Hezbollah”.

Na oportunidade, disse que os “autocratas” também deveriam ser condenados, mencionando o presidente russo, Vladimir Putin: “Eu fui o primeiro a defender o governo da Ucrânia e o primeiro a defender Israel dos ataques violentos e cruéis do Hamas”. Depois das declarações de Milei, o embaixador da Argentina no Brasil, Daniel Scioli, disse na C5N, que já viveu algo semelhante com Bolsonaro no governo, quando ele queria sair do Mercosul, “e agora novamente nos deparamos com uma afirmação que é completamente estranha, porque Lula não é nem comunista nem corrupto”.

Scioli ressaltou que, quanto à acuação de corrupção, “isso foi negado pela Suprema Corte de Justiça do Brasil, que afirmou que houve uma utilização da justiça com objetivos políticos e o absolveu”.

Na segunda-feira (6), Milei afirmou ao La Nación+, que o chefe do Executivo brasileiro estava interferindo na campanha e financiando parte dela. No entanto, na quarta-feira (8), Guillermo Francos, principal articulador de campanha de Milei, disse não saber de uma possível interferência do petista na campanha eleitoral argentina.

Milei irá disputar o segundo turno  das eleições do seu país contra o atula ministro da Economia Argentina, Sergio Massa, em 19 de novembro. No primeiro turno, em 22 de outubro, Massa ficou em primeiro lugar, com 36,68% dos votos, contra 29,98 de seu opositor, Milei.