Ex-presidente da Argentina Alberto Fernández é acusado de desvio de dinheiro da previdência

O caso foi parar no Tribunal Federal número 11, a cargo do juiz Julián Ercolini

Alberto Fernández, ex-presidente argentino, foi acusado, nesta quinta-feira (29) de desvio de dinheiro e prevaricação, pela contratação irregular de seguros para servidores públicos, conforme informação do juiz do caso e da imprensa local.

O ex-presidente sofre acusação de ter contratado “uma corretora e empresas privadas” para intermediar a gestão de seguros em dependências oficiais durante o seu governo.

Além de Fernández, também foram denunciados o ex-titular da empresa pública Nación Seguros Alberto Pagliano e o corretor Héctor Martínez Sosa, cuja esposa, María Cantero era secretária particular de Fernández.

Segundo o procurador federal Ramiro González, “Isso sem prejuízo de que o futuro da investigação indique a participação de outras pessoas nas manobras denunciadas”.

O caso foi parar no Tribunal Federal número 11, a cargo do juiz Julián Ercolini, que poderá retificar ou rejeitar a denúncia. Ercolini afirma ainda não ter recebido o documento acusatório.

Por sua vez, Fernández tentou, na quarta-feira (28) se esquivar do caso, acusando sua secretária.

O ex-presidente retornou na semana passada ao país, depois de passar dois meses na Espanha. Em entrevista à rádio La Red, na quinta-feira, ele negou as irregularidades.

“Faço da honestidade um culto. Sou um homem público. E falo porque quero explicar o que aconteceu com as pessoas. Não roubei nada, não aprticipei de nenhum negócio nem autorizei nenhum negócio”, afirmou.