Encontro define ações prioritárias a serem desenvolvidas em Itabira

Encontro aconteceu no Itec

Encontro define ações prioritárias a serem desenvolvidas em Itabira
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Secretários municipais, servidores públicos, estudantes, representantes da sociedade civil e membros do Comitê de Coordenação participaram de mais uma oficina do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB). O encontro aconteceu na noite de terça-feira (3), no auditório do i.Tec. Também estiveram presentes os vereadores José Luiz Ferreira dos Santos e Sueliton Cordeiro de Souza.
 
Na abertura das atividades, foi exibido o vídeo gravado pelo prefeito Damon Lázaro de Sena, que viajou para Brasília (DF) em busca de parcerias para ações no município. O chefe do Executivo foi representado pelo vice-prefeito, Reginaldo Calixto de Oliveira. “É importante dizer que a Prefeitura colocou como meta a priorização de investimentos, tanto que foi iniciada a obra para captação de água no Rio de Peixe e está em andamento os projetos para captação na Barragem Santana e no Rio Tanque. Além de atender as necessidades humanas, a água vai se tornar um diferencial competitivo para atração de novas empresas que vão gerar desenvolvimento e empregos”, comentou.
 
“Mais do que nunca, vamos precisar do PMSB aprovado para buscar recursos e realizar projetos, principalmente voltados para o esgotamento sanitário. Hoje, tratamos apenas 42% do esgoto que é coletado. Temos que despoluir os recursos hídricos”, afirmou o diretor-presidente do Saae, Jacir Primo.
 
O engenheiro da Engecorps, José Geraldo Sartori Brandão, apresentou as ações que precisam ser desenvolvidas no município quanto aos seguintes tópicos: abastecimento de água; esgotamento sanitário; limpeza urbana e manejo dos resíduos sólidos; drenagem e manejo das águas pluviais urbanas; programas específicos para a área rural; programas gerais e educacionais.
 
O público foi dividido em grupos para discutir e apresentar as ações que devem ser realizadas em prazo emergencial (até 2018), curto prazo (2019 a 2023), médio prazo (2024-2027) e longo prazo (2028 a 2035). “Com a participação de toda a comunidade, é possível ver que o problema é comum e elege-se o que é preciso resolver com mais urgência, define-se o que é necessário executar a curto, médio e longo prazo”, acrescentou Gislei Silva, que é presidente da Associação do Cônego Guilhermino.
 
“A participação da comunidade é imprescindível, porque ela sabe as deficiências, o que está funcionando e o que realmente é necessário. É um projeto que vai durar 20 anos e a população tem a oportunidade de falar. Acho que poderia discutir cada pilar do saneamento básico mais detalhadamente”, opinou a estudante de Engenharia Ambiental da Universidade Federal de Itajubá (Unifei) – campus Itabira, Thays Ferreira.
 

O PMSB é custeado pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Piracicaba, por meio de recursos oriundos da cobrança pelo uso da água. A próxima oficina está  prevista para 16 de abril, em local a ser confirmado.