
O Grupo da Água, composto por representantes de vários setores da comunidade, se reuniu na Câmara de Vereadores, nessa quinta-feira, 5 de fevereiro, para nivelar as informações sobre o abastecimento de água em Itabira. Apesar da importância e atualidade do assunto, pouco mais de uma dezena de pessoas compareceram ao encontro. O vereador e presidente da Câmara, Solimar Silva, o publicitário Eugênio Muller (ambos integrantes do grupo), e Jacir Primo, diretor-presidente do Saae, falaram a um público atento sobre o atual cenário do abastecimento na cidade e perspectivas a curto, médio e longo prazo.
Segundo Jacir, em termos de precipitação de chuvas, o mês de janeiro deste ano foi o pior em 105 anos. “Tudo indica que este ano será ainda pior que 2014, com estiagem mais severa e falta de água”, revelou. Jacir descreveu como preocupante a realidade atual da cidade, com a redução dos mananciais, a falta de chuvas e a poluição dos recursos hídricos. Ele, mais uma vez, pediu a colaboração da população para uma mudança de hábitos. “Um fiscalizando os outros, ajudando, cooperando. E o Poder Público fazendo investimentos, indo atrás de novos recursos hídricos e trabalhando na despoluição do próprio recurso hídrico”.
De acordo com Eugênio, o fator água é limitante no desenvolvimento da cidade e a questão é crítica, uma vez que a instalação de indústrias se torna difícil. A partir do momento que se tem uma crise de água e não consegue atrair empreendimentos imobiliários, a situação fica extremamente difícil. “A gente está vendo em São Paulo indústrias fechando por falta de água. Aqui (Itabira) chegou num ponto crítico. Itabira, há muito tempo, a gente tinha que mostrar esta realidade. A indústria às vezes chegava na Acita e perguntava das potencialidades do município, das dificuldades, aí a gente tinha que falar que a questão de água era crítica”, declarou.
Projetos
Dentre as ações citadas por Jacir na cidade, está o bombeamento de reforço da barragem Girau para a Estação de Tratamento de Água (ETA) Gatos, com bombeamento de 30 litros por segundo. Além disso, está o projeto da ETA barragem Santana, que promete captar 100 litros por segundo e está aguardando autorização da Caixa Econômica Federal para licitação da obra.
Diversos pontos foram apresentados, como os números da captação nas estações de tratamento de água, déficit, crise da água. Um exemplo é a estação da Pureza, que tem outorga para captar um volume de 80 litros por segundo. Numa captação dita normal, o volume é de 180 litros por segundo, porém, no proveito atual, o valor é de 103 litros por segundo, ou seja, há um déficit de 77 litros por segundo. Outra deficiência é na estação dos Gatos, onde é registrado déficit de 22 litros por segundo.