Artesãos contam com visitas de última hora para melhorar vendas

Regina vende “pratos” feitos com massa de papel machê. As pinturas são feitas com terra, e alguns produtos recebem minério e cascas de ovos

Artesãos contam com visitas de última hora para melhorar vendas

A feirinha de artesanatos, que neste período natalino acontece diariamente na praça Acrísio Alvarenga, tem recebido muitas visitas. No entanto, as vendas estão abaixo do esperado, dizem os expositores.

O grande movimento é a partir das 18h, contam os feirantes. Alguns deles optam por ficar na praça desde cedo, esperando que um ou outro visitante se interesse pelos trabalhos, enquanto outros expositores chegam mais tarde para mostrar suas peças.

As vendas deveriam estar melhores, pela proximidade do Natal, conta Regina Couto, de 59 anos. Ela faz uma espécie de pratos decorativos a partir de uma massa de papel machê. “O movimento já esteve bem melhor. O pessoal vem, olha, mas não compra”, contou.

Pertinho dali, em outra barraquinha, Sara Dias, 38, mostra as luminárias feitas em tubos de PVC e suas “lembrancinhas” em EVA. Ela é uma das que preferem chegar mais cedo e arriscar no baixo movimento das tardes. “As vendas estão devagar, mas tenho a esperança que o povo vai deixar para comprar na última hora”, disse.

Apoio

Sara conta com o auxílio de seu filho, Igor Henrique, de apenas 16 anos, mas com uma cabeça de gente grande. O jovem rapaz aprendeu a fazer os produtos em EVA vendo na internet. “Queria fazer algo diferente para a feira, e tinha gostado de biscuit, mas era algo que já vendiam muito. Então optei pelos EVAs”, revelou.

Preços

Os preços não são motivos para o baixo movimento. Há variações de preços, produtos e tamanhos em todas as barraquinhas. Os “pratos” de Regina variam de R$ 32 a R$ 180, por exemplo. Já as luminárias de Sara variam de R$ 40 a R$ 130. Os produtos em EVA têm uma variação maior ainda: de R$ 5 a R$ 200.

Lugar de exposições

Além do período natalino na Praça Acrísio, os feirantes também apresentam seus produtos no local todo segundo sábado do mês. Mas o maior movimento é mesmo durante as quintas-feiras, na qual cerca de 30 expositores montam a feira no Largo do Batistinha.

Sara aponta que nas quintas-feiras as vendas são melhores, por ser área de bancos. “Há uma grande circulação de pessoas”. Para Regina, a vantagem de expor na praça Acrísio é a visibilidade. “Aqui o povo vê, fica sabendo, e se não compra, procura depois no centro de artesanato”, conta.

O centro de artesanato funciona próximo à Catedral e reúne algumas peças, já que o limitado espaço não permite a exposição de todos os produtores. Sara defende um lugar fixo e amplo para venda de artesanatos. “Seria muito positivo um lugar como o mercado municipal, por exemplo. Daria mais segurança e melhorariam as vendas”, opinou.