Falta de estrutura familiar leva jovens para a criminalidade, avalia instrutor do Proerd

Cabo Giovani avalia que famílias desestruturadas contribuem para que crianças e adolescentes irem para o mundo das drogas

Falta de estrutura familiar leva jovens para a criminalidade, avalia instrutor do Proerd

A criminalidade tem aumentado de maneira alarmante no país. Em Itabira, a situação não tem sido diferente. Assaltos, roubos, ocorrências de tráfico de drogas e outros crimes têm se tornado frequentes na cidade. E, na grande maioria dos casos, há envolvimento de menores nas ações.

Para o cabo da Polícia Militar de Itabira, Giovani Barbosa Freitas, instrutor do Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd), há grande incidência de adolescentes em ações criminosas por causa da sensação de impunidade. Os jovens acabam virando ferramentas para o adulto, assumindo os crimes.

O militar afirma que um dos motivos para o envolvimento de crianças e adolescentes nos crimes é a falta de estrutura familiar. Para o instrutor, os pais devem corrigir os filhos, saber dizer não no momento certo, e não esperar que mais tarde a justiça faça o papel da família, o de ensinar. “O que a gente vê é o pai que dá presente, e o que mais precisamos é o pai presente na vida da criança. No sentido de cuidar, observar, perguntar, questionar”, avalia.

A preocupação da equipe do programa é explicar que a droga existe, mas que deve ser combatida. “O que me deixa preocupado é que se a família fosse mais atuante e bem estruturada isso não iria acontecer. A gente tem relatos de que,na maioria das vezes, os jovens se envolvem com a criminalidade porque a família não está presente. Se a família abraçasse mais a criança, com certeza isso não iria estar nesse volume que está hoje”, finaliza.

O Proerd é desenvolvido há 11 anos pelo 26º Batalhão de Polícia Militar de Itabira, em parceria com a prefeitura, e tem o propósito de prevenir o uso de drogas por crianças e adolescentes, ajudando-os a reconhecer as pressões e as influências diárias.