Projeto de repasse de R$3,6 milhões à Funcesi é aprovado pela Câmara
A reunião foi acompanhada por diretores e funcionários da Instituição de Ensino
O projeto que repassa à Fundação Comunitária Ensino Superior de Itabira (Funcesi) recursos da ordem de R$ 3,6 milhões foi aprovado por unanimidade na reunião da Câmara de Vereadores desta terça-feira, 27 de maio. O crédito adicional à instituição pretende apoiar a construção de infraestrutura necessária à criação dos cursos de Engenharia Civil, Engenharia Mecânica e de Logística no campus. A reunião foi acompanhada por diretores e funcionários da instituição de ensino.
Na sessão da última semana, o vereador Ilton Magalhães (PR) pediu vistas ao projeto, alegando que a instituição deveria dar uma contrapartida ao município. Mas nesta tarde, o republicano votou favorável à matéria, informando que nesta semana, a diretoria da Funcesi enviou documentos solicitados por ele anteriormente, sobre a viabilidade técnica e jurídica da solicitação.
Ele explicou seu voto favorável. “Votamos este projeto em função de não querermos atrapalhar o crescimento da Funcesi de forma alguma. O que nós buscamos é uma parceria melhor entre a Funcesi e a comunidade. Sugerimos que fosse criada uma Bolsa Municipal”. Ele explicou que à principio sugeriu-se que a instituição não aderisse ao Prouni, mas se adequasse à Bolsa Municipal. Porém, as implicações eram muitas. Conforme Ilton afirmou, ele insistirá para que faculdade crie a chamada Bolsa Municipal.
Benefício à comunidade
Nélio Alvarenga, assessor da Presidência da Funcesi, disse que o investimento é fundamental à implantação de três novos cursos e que verba será utilizada para a construção de um prédio para abrigar salas de aula e laboratórios de engenharia mecânica e parte da logística.
Segundo ele, o projeto total de expansão da Funcesi soma pouco mais de R$9 milhões e que já foram pleiteados recursos também da Vale. “A própria Funcesi com recursos próprios, já investiu e, inclusive, já implantou o curso de logística. Então, são três novos cursos, num total de 1500 vagas para a comunidade”, esclareceu.
Sobre a contrapartida, ele falou da destinação de 10% das vagas por meio do Prouni. Ele explicou que o Governo Federal instituiu o projeto e que, para entidades sem fins lucrativos, há isenção de tributos, o que não ocorre com a instituição, “que não tem nenhum retorno financeiro nessas bolsas de Prouni. Mas se ela não aderir [ao Prouni], ela não teria como beneficiar os alunos da comunidade”.