Anglo American tem meta de redução de 15% no consumo de água
Minas-Rio terá principal fonte de água processo de produção por meio de uma captação no rio do Peixe
A água é um insumo vital para as operações de qualquer mineradora e a Anglo American considera essencial a segurança do seu abastecimento em todas as localidades nas quais atua. A companhia tem estipulado metas globais para a redução de 10 a 15% do consumo de água potável, especialmente utilizados em projetos localizados em regiões com risco de escassez de água ou conflito, e buscando reduções de 5% para os demais projetos que serão concluídos até 2020.
Para atingir esse objetivo, a empresa estipula uma série de ações de controle, como a ferramenta WETT (Water Efficiency Target Tool). Trata-se de um modelo de mensuração entre o equilíbrio do consumo atual de água da empresa e o planejado para o futuro que servem como referências para estabelecer as metas de eficiência da água e medir o progresso realizado.
Na política relacionada à água da companhia, aprovada em 2010, o principal objetivo é demonstrar liderança dentro das bacias hidrográficas, dando suporte aos projetos futuros e trazendo benefícios para o meio ambiente e as comunidades do entorno das operações. A implementação da estratégia vem sendo realizada por meio de iniciativas em três áreas de foco: melhorias na excelência operacional, investimentos em tecnologia e trabalho com parceiros qualificados nessa área.
A companhia mantém equipes próprias dedicadas aos estudos relacionados à água e na busca de maneiras de melhor utilizá-la, de forma a contribuir para a sua preservação. No Brasil, a Anglo American mantém duas unidades de negócio: Níquel, Nióbio & Fosfatos e Minério de Ferro Brasil. Cada uma tem trabalhos bem específicos relacionados aos recursos hídricos.
Unidade de Negócio Minério de Ferro Brasil
Para atender às metas globais de redução de consumo de água da Anglo American, a Unidade de Negócio Minério de Ferro Brasil da empresa, responsável pela implantação do Projeto Minas-Rio, está em fase de planejamento e execução de algumas ações-chave como o uso de polímeros biodegradáveis pois eles reduzem o consumo de água para aspersão de estradas e supressão de poeira; asfaltamento de algumas vias dentro da área do empreendimento; otimização da operação dos sistemas de uso da água; e redução de perdas na planta de beneficiamento.
O Minas-Rio é o maior empreendimento da empresa no mundo, atualmente em fase de implantação nos estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro. Para garantir o bom gerenciamento de recursos hídricos nesse projeto, a empresa tem atuado em cinco frentes: desenvolvimento de estudos técnicos, monitoramento dos recursos hídricos, estudo do balanço hídrico – o resultado da quantidade de entrada e saída de água em um determinado intervalo de tempo – do projeto, desenvolvimento de sistema de gerenciamento de recursos hídricos e participação ativa em órgãos e fóruns de gestão como Comitês de Bacia.
“Essas ações estão todas interligadas e são de grande importância. Com os estudos técnicos, por exemplo, podemos conhecer a disponibilidade hídrica da bacia hidrográfica em que se situa o projeto em termos de qualidade e quantidade das águas superficiais e subterrâneas. Já com o estudo do balanço hídrico, podemos desenvolver ações que visam à redução dos volumes consumidos e a minimização e mitigação de impactos do empreendimento em outros usos”, ressalta o gerente de Recursos Hídricos e Engenharia Ambiental da Unidade de Negócio Minério de Ferro Brasil, Leonardo Mitre.
O Projeto Minas-Rio conta com um dos mais modernos sistemas de monitoramento e gerenciamento de recursos hídricos do Brasil. Por meio do monitoramento de chuvas, vazões, qualidade da água, níveis de águas subterrâneas e outros parâmetros meteorológicos, as informações são constantemente avaliadas e inseridas dentro do sistema de gestão. Nesse sistema, disponibilizado em nível desktop ou web, é feita avaliação instantânea da situação dos cursos de água e dos usos da água, com suporte ao dimensionamento de estruturas hidráulicas como bueiros, sistemas de drenagem, captações, pequenos diques ou bacias. Outro destaque do sistema é a realização de cálculos de referência para dar apoio ao planejamento e suporte à tomada de decisão.
O Minas-Rio terá sua principal fonte de água para seu processo de produção realizada por meio de uma captação no rio do Peixe, localizada no município mineiro de Dom Joaquim. Ela será usada, principalmente, para o beneficiamento do minério de ferro e para formação de polpa. A empresa obteve outorga junto ao Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) para captar 2.500 m3/hora de água para ser utilizada nesses processos. Para a concessão da outorga, o Igam avaliou a disponibilidade hídrica de toda a bacia da região considerando projeções de crescimento populacional e verificou que a captação em questão não afetará o consumo para nenhum outro usuário da bacia, principalmente para o abastecimento público.