Saae estuda reduzir perda comercial de água, que gira em torno de 20%

Saae estuda trocar os hidrômetros velhos por outros mais novos e eficientes

Saae estuda reduzir perda comercial de água, que gira em torno de 20%
O Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de Itabira está desenvolvendo um estudo que visa reduzir a chamada perda comercial de água, hoje em torno de 20%. De acordo com o engenheiro da autarquia, Jorge Borges, o estudo experimental está sendo desenvolvido no condomínio Esplanada da Estação, inclusive como objeto de estudo de uma aluna de doutorado da UFMG.
 
A perda comercial, segundo Jorge, é a mais preocupante para todas as empresas que prestam serviços de saneamento. Trata-se da água fornecida à população, mas não cobrada pelo Saae por causa da ineficiência do sistema de medição. O problema está nos hidrômetros, que em Itabira são velhos, pouco precisos e deixam passar água sem registrar.
 
De acordo com as explicações do engenheiro, funciona assim: quando a caixa d’água está cheia (à noite, principalmente) e a pessoa lava um copo ou dá descarga no banheiro, por exemplo, a boia da caixa baixa muito pouco, permitindo apenas um simples gotejamento. Como passa em pequena quantidade, essa água não é registrada pelo sistema de medição.
 
O teste que está sendo feito no condomínio do Esplanada tem como objetivo verificar se compensa trocar todos os hidrômetros velhos por outros novos e precisos. Se isso acontecer, todos vão pagar efetivamente pela água consumida e o Saae vai faturar mais. Os aparelhos atualmente usados pelas residências custam em torno de R$ 70. Os mais modernos e eficientes custam, em média, R$ 150.
 
Perda física
O Saae sofre também com a perda física de água que, somada à comercial, chega a um total de 35%, incluindo as ligações clandestinas. A perda física tem a ver com manutenção da rede, canos eventualmente estourados e outros incidentes do gênero. Segundo Jorge, não é uma situação tão preocupante quanto à perda comercial.