Prefeitura precisa se aproximar mais da Câmara, avalia Diguerê

Presidente da Câmara quer que governo encurte diálogo com o Legislativo

Prefeitura precisa se aproximar mais da Câmara, avalia Diguerê

Os debates acalorados entre vereadores e o crescimento da oposição dentro do Legislativo demonstram a necessidade de uma maior aproximação entre Prefeitura e Câmara. A opinião é do presidente da Casa, Rodrigo Diguerê (PV), que analisa, também, a situação dos legisladores governistas, muita vezes cobrados por ações que não são feitas pela Administração Municipal.

Durante a reunião ordinária da última terça-feira, 18 de fevereiro, Palhaço Batatinha (PSBD) e o líder de governo Paulo Soares (PSB) discutiram em tom elevado. O bate-boca evidenciou certa exaustão do socialista. É nítido que a oposição tem crescido na Câmara e, cada vez mais, as críticas dos colegas terminam com um pedido de solução ao porta-voz do Executivo. Bernardo Mucida, apesar de ser do mesmo partido de Paulo, é o principal adversário da Administração Municipal. Tãozinho Leite (PP), Geraldo Torrinha (PDT) e o próprio Batatinha também subiram o tom.

Para Diguerê, o Governo precisa se aproximar mais da Câmara se não quiser ver a oposição ganhar ainda mais espaço. Esse diálogo, na avaliação do presidente, também possibilitaria à Administração “saber quem quer estar junto e quem não quer”. “Eu entendo que precisa melhorar o diálogo. O secretário de Governo tem feito algumas interlocuções, buscado alguns vereadores, sentado para conversar e mostrar que quer a Câmara como parceira. Isso tem que ser intensificado cada dia mais. Tem melhorado do último ano para cá, mas precisa evoluir mais”, analisa.

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Rodrigo Diguerê diz que avalia como natural os debates dentro da Câmara, desde que o respeito seja mantido. “Os vereadores são cobrados pela população, mas aqui no plenário nós precisamos manter a harmonia. Indiferente das posições e dos pontos de vistas diferentes, todos são legisladores e têm que trabalhar em prol do povo. Se existir alguma desavença pessoal ou alguma coisa que venha prejudicar o andamento do processo legislativo, quem vai ser prejudicada é a população”.

O presidente está preocupado com a imagem do Legislativo. Ele teme que a população pense que há “duas câmaras”. “Às vezes, as perguntas partem da bancada de modo a direcionar parte das demandas que existem no município para o líder de governo, como se ele fosse o responsável pelas questões A ou B não estarem acontecendo. E ele não é o responsável. Ele é líder do governo, a pessoa que faz o diálogo. Tudo bem, a questão do diálogo é importante e tem que acontecer, mas não cabe ao líder de governo ser o responsável por algo que não acontece”, argumenta Diguerê.

Rodrigo analisa que o governo do prefeito Damon Lázaro de Sena (PV) passa por dificuldades por causa de outras administrações. Segundo ele, qualquer um estaria na mesma situação. “Entendo que as dificuldades das políticas públicas se concretizarem no primeiro ano são relativas, talvez, a alguma parte de política pública que não foi bem realizada no passado. Acho que o desafio que o prefeito enfrenta hoje, seria o desafio que qualquer cidadão enfrentaria no lugar dele à frente da Administração Pública”, finaliza.