Fiscalização aponta que descarte irregular de lixo persiste no Centro de BH, mas apenas dois casos são responsabilizados

44 endereços foram mapeados na região central, encontrou focos ativos de lixo e entulho em parte deles e conseguiu identificar responsáveis em dois casos

Fiscalização aponta que descarte irregular de lixo persiste no Centro de BH, mas apenas dois casos são responsabilizados
Foto: Divulgação/PBH

O descarte irregular de lixo e entulho continua sendo um problema no Centro de Belo Horizonte, mesmo após meses de monitoramento. Em uma operação realizada nesta quarta-feira (9), a prefeitura vistoriou 44 pontos considerados críticos no Hipercentro e encontrou irregularidades em 10 deles.

A ação mostra que o problema não desapareceu, embora parte dos locais monitorados estivesse sem resíduos no momento da vistoria. Segundo o levantamento, dois responsáveis pelo descarte foram identificados e orientados no local. Em outro ponto, a fiscalização conseguiu rastrear a possível origem do material, que estaria ligada a uma obra, mas a verificação ainda será aprofundada.

Os demais sete pontos com descarte irregular seguiram sem identificação imediata dos autores, mesmo com apoio de câmeras de monitoramento. Isso reforça uma das principais dificuldades desse tipo de fiscalização no Centro de BH, os focos mudam de lugar com frequência e nem sempre o descarte acontece no momento em que a equipe está presente.

De acordo com a própria prefeitura, os 44 endereços vistoriados já vinham sendo acompanhados há cerca de seis meses, com uso de georreferenciamento, registros fotográficos e análise dos tipos de resíduos deixados nas ruas. São locais classificados como críticos por causa da reincidência, do volume de lixo ou da presença de materiais inadequados, como entulho de obra e resíduos que podem oferecer risco sanitário.

O problema afeta não só a paisagem urbana, mas também a rotina de quem circula e trabalha no hipercentro. Em áreas com grande fluxo de pedestres, comércio intenso e presença constante de trabalhadores da limpeza, o acúmulo irregular de lixo interfere na mobilidade, gera mau cheiro, favorece pragas urbanas e aumenta o risco de contaminação e acidentes.

A prefeitura informou que o descarte irregular é tratado como infração ambiental grave. As multas podem variar de R$2.095,05 a R$16.760,64, com valores mais altos em casos que envolvam resíduos perigosos. Também há penalidade para transporte irregular de resíduos em veículos não licenciados, com multa a partir de R$3.258,93 e possibilidade de apreensão do veículo.

Mesmo com os dados da operação sugerindo redução em parte dos pontos acompanhados, o quadro ainda está longe de resolvido. O fato de 10 locais seguirem com descarte ativo no dia da vistoria indica que o hipercentro continua convivendo com um problema recorrente, que não se resume à limpeza, mas envolve fiscalização, comportamento urbano e destinação correta de resíduos.