Fundação exibe seis curtas de animação nesta quinta-feira
A classificação indicativa dos curtas é 12 anos e eles serão exibidos a partir das 19h na Galeria da FCCDA
A Galeria da FCCDA recebe nesta quinta-feira, 23 de maio, sessões exclusivas de filmes do programa de itinerância do 14° Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte. Serão exibidos seis curtas de animação.
Os filmes são os seguintes:
“Dia estrelado”, que abre a mostra, é resultado de um primoroso trabalho manual. A roteirista e diretora Nara Normande modelou os personagens em massinha e construiu todo o cenário em maquetes. O curta é o único brasileiro e é ambientado no sertão nordestino. Inspirado no famoso quadro de Van Gogh, “Noite estrelada”, o curta conta – com extrema sensibilidade – a saga de uma família que tenta sobreviver à seca e à falta de água.
O segundo filme exibido é o belga “Kin”, mas se passa na capital congolesa, Kinshasa, é acaba por se transformar em seu retrato social. Todo gravado com brinquedos africanos, o curta gira entorno de temas como desenvolvimento social e reciclagem. Além disso, é narrado por um famoso contador de histórias do Congo.
Em “Oh Willy”, o personagem – que dá nome ao filme – precisa voltar a uma comunidade nudista onde foi criado para visitar a mãe, que está doente. Assim que retorna, a mãe morre e Willy se vê cara a cara com as escolhas de uma vida inteira. A produção belga é feita com marionetes de feltro e utiliza cenários singelos para mostrar as memórias e a saudade que circulam o personagem principal.
Inicialmente, “I am ashamed of myself”, parece um filme confuso. Mas aos poucos o expectador entende como se desenrola a história da jovem que cuida do pai doente e que, após ouvir de um monge que passou diversas vidas matando o pai por causa de uma mosca, tenta quebrar o ciclo vicioso de vidas passadas.
Quando François Leroy e Stéphanie Lansaque pensaram o curta “Fleuve rouge, song hong”, se basearam no número enorme de jovens que abandonaram suas aldeias após a Guerra do Vietnã em busca de empregos. O filme se passa numa pequena ilha no Rio Vermelho, nos limites de Hanoi, capital vietnamita, e mostra o retorno de três irmãos a sua aldeia natal.
“Kuhina” é um curta finlandês classificado como terror que encerra a exibição. O fio condutor dessa história é uma criança dada a maldades como bater, matar e esmagar tudo que vê – vivo – pela frente. E é sem medir as conseqüências do mal que imprime a esses seres vivos que se diverte com a fauna de insetos que encontrar dentro de uma ave morta.
A classificação indicativa dos curtas é 12 anos e eles serão exibidos a partir das 19h na Galeria da FCCDA.
Outras informações pelo site www.culturaemitabira.com.br ou pelo telefone: (31) 3835-2102.