Prefeito envia projeto de aumento à Câmara e servidores lotam plenário em protesto

Compareceram à reunião principalmente servidores do Saae e da Itaurb

Prefeito envia projeto de aumento à Câmara e servidores lotam plenário em protesto

Os servidores de Itabira lotaram o plenário da Câmara de Vereadores durante a reunião ordinária desta terça-feira, 30 de abril, e protestaram contra o projeto de lei encaminhado pelo Executivo que concede reajuste salarial à categoria. A presidente do Sintsepmi, Priscila Miranda, também compareceu à reunião e liderou os funcionários públicos com cânticos e gritos de protesto.

A maioria dos servidores presente à sede do Legislativo é do Saae e da Itaurb. A intenção da categoria é pressionar os vereadores para segurar o projeto e conseguir junto ao prefeito melhorias na contraproposta. "Queremos ter mais tempo para que a greve faça efeito. E sabemos que já há efeitos. As ruas estão ficando sujas. Os itabiranos estão percebendo a nossa importância. Se os vereadores não votarem o projeto rapidamente, tenho certeza de que o prefeito vai rever seu posicionamento", afirmou Piscila. 

Os vereadores Geraldo Martins da Costa "Lado" (PMDB), Rodrigo Diguerê (PV) e Lúcio Mauro (PSC) disseram que, durante a reunião com o prefeito Damon Lázaro de Sena (PV), na semana passada, foram informados sobre a impossibilidade de conceder aumento além do que já foi oferecido. "Tentamos de todas as formas, mas, infelizmente, o prefeito se manteve irredutível. Não há como aumentar a proposta agora. Mas ele se comprometeu a voltar a discutir em agosto. Acho que deveríamos dar esse voto de confiança", afirmou Lado. De acordo com os vereadores, já existe, inclusive, a data marcada, para 1º de agosto, às 16 horas. 

Já o presidente da Câmara, Rodrigo Diguerê, comentou que os vereadores não têm poderes para modificar o projeto enviado pelo prefeito. "Não temos controle sobre o orçamento. Aqui, só podemos aprovar ou vetar o projeto. Então, não está nas nossas mãos o poder de decisão", disse. "A gente não pode mudar nada. Só podemos torcer para que a situação de vocês melhore", afirmou Lúcio Mauro. 

O projeto enviado pelo prefeito foi lido e deve ser discutido na reunião de comissões na próxima quinta-feira, 2 de maio. É provável que o encontro tenha participação dos servidores em greve. 

Na contraproposta, a prefeitura oferece de imediato 10% de aumento salarial. Outros 13,82% seriam discutidos nos próximos acordos. O cartão-alimentação subiria dos atuais R$ 120,57 para R$ 150,00 para o servidor que recebe até dois salários (considerando totalidade dos vencimentos).