UFOP retoma aulas em João Monlevade após suspensão provocada por ameaças cometidas por estudante

As atividades administrativas do Icea voltaram a funcionar na terça-feira (1º). Nesta quarta, além das aulas, o Restaurante Universitário do campus também retomou o atendimento

UFOP retoma aulas em João Monlevade após suspensão provocada por ameaças cometidas por estudante
Campus da Ufop em João Monlevade – Foto: Divulgação/Ufop

As atividades acadêmicas do Instituto de Ciências Exatas e Aplicadas (Icea) da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), em João Monlevade, foram retomadas nesta quarta-feira (2), após a suspensão preventiva das aulas provocada por uma série de ameaças feitas por um estudante.

A decisão de retomar as atividades foi anunciada pela universidade após reunião realizada na segunda-feira (31) com a Polícia Militar. A corporação se comprometeu a intensificar o policiamento no entorno do campus e a manter contato direto com a direção do instituto. A UFOP também informou que reforçará a segurança interna da unidade.

As atividades administrativas do Icea voltaram a funcionar na terça-feira (1º). Nesta quarta, além das aulas, o Restaurante Universitário do campus também retomou o atendimento.

A suspensão havia sido determinada na quinta-feira (27), de forma preventiva, após relatos de ameaças direcionadas a estudantes, professores e integrantes da direção do instituto. Segundo a UFOP, os episódios tiveram início ainda no primeiro semestre de 2026.

O caso envolve um estudante que havia sido alvo de medidas administrativas e judiciais que o impediam de frequentar presencialmente o campus. A universidade informou que havia uma medida cautelar judicial proibindo a entrada dele na unidade. Mesmo com a determinação, o estudante teria retornado ao campus, situação que resultou em sua prisão. Posteriormente, ele foi liberado. O processo relacionado ao caso foi remetido à Justiça Federal e continua sendo acompanhado pela Reitoria e pela Direção do Icea.

De acordo com informações apuradas anteriormente pela DeFato, o estudante estaria em processo de desligamento da universidade e teria passado a fazer ameaças a funcionários após não aceitar a possibilidade de jubilamento. O caso também envolveu medidas protetivas e registros de ocorrência.

A UFOP não informou novos detalhes sobre o processo judicial, mas afirmou que segue em diálogo com as autoridades para definir os encaminhamentos necessários.