Ferros promete pressionar Governo Federal para sanear rio Santo Antônio
Tratamento do esgoto despejado no rio Santo Antônio depende de liberação de recursos da Funasa
Depois de sancionar leis que abrem caminho para que Prefeitura e Copasa firmem um novo contrato de prestação de serviços sanitários, o prefeito de Ferros, Carlos Castilho Lage, promete fazer pressão para que o Governo Federal libere cerca de R$ 14 milhões para captação integral e tratamento do esgoto despejado no rio Santo Antônio. Os recursos, provenientes da Fundação Nacional de Saúde, são previstos pela Portaria 192 do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC 2/Saneamento).
A Lei 532, aprovada pela Câmara no último dia 12 de abril, autoriza o executivo a celebrar convênio de cooperação técnica com o Estado de Minas Gerais para organização, regulação, fiscalização e prestação dos serviços públicos municipais de abastecimento de água e esgotamento sanitário. Na mesma data, a Câmara aprovou a Lei 533, que concede isenção de tributos à empresa prestadora de serviços públicos de abastecimento de água e esgotamento sanitário por ocasião da outorga do serviço.
A sanção das duas leis é tida como um grande passo para resolver uma pendência histórica com a Copasa. O primeiro contrato de prestação de serviços com a concessionária, vigente por 30 anos, expirou e a assinatura de um novo acordo se arrasta há quase uma década. Em conformidade com a legislação vigente e com metas do Governo Federal, a empresa pública apresentou uma proposta para que o novo contrato contemple o saneamento integral do rio. No entanto, a execução do plano requer algumas adequações por parte do município.
“Temos urgência em definir essa questão do rio. Além de melhorar a qualidade de vida da população, vamos avançar muito no objetivo de trazer de volta os turistas para a cidade. Vamos mobilizar nossos parceiros na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa a fim de resolver isso logo”, diz o prefeito Castilho.
Exigências
A partir de 2014, os recursos federais para saneamento serão bloqueados, até que os prefeitos apresentem o Plano Municipal de Saneamento Básico e Resíduos Sólidos Urbanos. A pressão do Governo Federal é para que as prefeituras deem fim aos chamados lixões, considerados ainda um dos grandes gargalos da administração pública.
A Prefeitura de Ferros está em fase de busca de parceiros para implementar o plano, considerado de custo elevado. A própria Funasa já se manifestou disposta a colaborar com apoio técnico aos municípios. A Copasa também poderá se tornar parceira na execução do plano, o que deve ser debatido já na próxima fase de negociação do novo contrato de abastecimento de água e esgotamento sanitário.