Presa em Itabira, diarista acusada de matar casal de idosos em BH tem liberdade negada novamente
Paola Stefany Neto Cirino foi localizada em um hotel de Itabira em julho. Tribunal considerou que medidas alternativas não seriam suficientes para substituir a prisão preventiva.
A Justiça de Minas Gerais voltou a negar o pedido de liberdade da diarista Paola Stefany Neto Cirino, acusada de matar um casal de idosos em Belo Horizonte. A decisão foi tomada pela 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) e divulgada nesta quarta-feira (14). A mulher foi presa em Itabira, na região Central do estado, em julho deste ano, após ser localizada pela Polícia Civil em um hotel.
O novo pedido de habeas corpus foi rejeitado pelos desembargadores, que mantiveram a prisão preventiva da acusada. A defesa havia solicitado a liberdade provisória, ainda que condicionada ao cumprimento de medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica. Os advogados argumentaram que Paola é ré primária e possui bons antecedentes.
Segundo informações publicadas pelo portal O Tempo, o relator do recurso, desembargador Valladares do Lago, considerou que as decisões anteriores que determinaram a manutenção da prisão estavam fundamentadas. O magistrado também apontou a gravidade dos fatos descritos no processo e entendeu que medidas alternativas à prisão seriam insuficientes neste momento.
Prisão ocorreu em Itabira
Paola foi presa na noite de 1º de julho, em Itabira. Ela foi encontrada em um quarto de hotel durante as diligências da Polícia Civil, que investigava o assassinato do casal na capital mineira.
As vítimas eram o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e sua esposa, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76. Eles foram mortos no apartamento onde moravam, no bairro São Pedro, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, no fim de junho.
A investigação aponta que a diarista teria dopado as vítimas com clonazepam misturado a um suco antes de cometer os assassinatos. Conforme os autos citados na decisão judicial, Cláudio foi atingido por 43 golpes de faca e Maria Clotilde, por outros 15. O desembargador também mencionou a suspeita de uso de substância química contra a idosa.
Após os crimes, segundo a decisão, Paola teria limpado o imóvel, trocado de roupa e deixado o local levando bens das vítimas. A fuga para outra cidade também foi considerada na análise judicial que manteve a prisão preventiva.
O caso é investigado como latrocínio — roubo seguido de morte. A acusação e os elementos reunidos no processo ainda devem ser analisados no curso da ação penal, respeitando-se o direito de defesa.