Artilharia nas alturas é arma do Galo para 2013

Leonardo Silva: principal arma do Galo pelas alturas

Artilharia nas alturas é arma do Galo para 2013

De volta à Copa Libertadores depois de 13 anos, o Atlético pretende fazer uma boa campanha, e para isso, tenta usufruir de todos os trunfos possíveis para passar sem sustos pela primeira fase e seguir rumo à final. E uma das principais armas do time do técnico Cuca continua sendo a mesma que contribuiu, e muito, para que o time alcançasse o vice-campeonato nacional na última temporada: a jogada aérea. Seja por meio dos escanteios e faltas cobradas por Ronaldinho Gaúcho ou mesmo nos cruzamentos, o treinador tem dado ênfase aos treinamentos técnicos na pré-temporada, focando na importante jogada que pode contribuir no sucesso da equipe.

Apostar nos lances pelo alto pode ser uma boa opção para diminuir o impacto causado pela altitude de 3,6 mil metros de La Paz, onde o Galo enfrentará o boliviano Strongest, em 7 de março, pela competição internacional, já que a bola costuma ganhar mais velocidade, sobretudo nos lançamentos. No entanto, Cuca acredita que a jogada pode ser útil também nas partidas do Estadual, pois em alguns estádios do interior de Minas a precariedade dos gramados pode prejudicar o toque de bola e as equipes que usam mais a troca de passes.

Com estatura acima da média, os zagueiros Réver e Leonardo Silva e o atacante Jô são especialistas em marcar gols aproveitando jogadas pelo alto. No último Campeonato Brasileiro, o trio foi constantemente acionado em assistências de Ronaldinho Gaúcho. Lá na frente, o camisa 32, por exemplo, balançou as redes adversárias quatro vezes. “Temos uma equipe relativamente alta e ficamos mais fortes com a chegada de reforços especialistas nesse tipo de lance, como o Gilberto (Silva) e o Alecsandro. Sabemos que é importante estar bem preparados, pois os jogos da Libertadores nos exigirão regularidade”, diz Jô.

Até mesmo os baixinhos Bernard e Danilinho surpreenderam positivamente em 2012. Dos 17 gols feitos de cabeça pelo alvinegro, o primeiro marcou três, enquanto o segundo, que já deixou o clube, foi responsável por um. Para Leonardo Silva, a bola aérea pode, sim, ser um diferencial do Galo quando a tarefa de marcar gols estiver difícil em jogadas trabalhadas por baixo: “Cada equipe tem seu ponto forte. Espero que essa característica de marcar muitos gols de cabeça seja mantida. Nosso grupo na Libertadores é muito forte e equilibrado e qualquer detalhe é fundamental para decidir as duas vagas. Sempre queremos tirar proveito da situação, porque temos bons jogadores que dão assistência e finalizam bem”.

ADAPTAÇÃO

Até aqueles que não são especialistas nesse tipo de lance tentam se esforçar para se dar bem no grupo atleticano. Recém-chegado, o atacante Araújo foi mantido como titular no coletivo de ontem – formou o meio-campo ao lado de Pierre, Leandro Donizete e Ronaldinho Gaúcho – e marcou, de cabeça, um dos dois gols da vitória dos titulares. No ano passado, quando ainda jogava no Náutico, o jogador marcou pelo alto o gol da vitória do Timbu sobre o Atlético-GO (1 a 0), no Serra Dourada.

“Com o passar do tempo, vou me adaptando ao esquema do Cuca, que deu certo no ano passado. Se os companheiros colocam você na cara do gol, é preciso estar bem posicionado. É preciso estar bem atento às oportunidades”, diz o atacante de 1,72m de altura, que será novamente testado hoje, no jogo-treino com o Guarani de Divinópolis, às 10h, na Cidade do Galo.