Executivo municipal pede prazo para secretários atender a imprensa

Executivo municipal repassará informações à imprensa somente através da Assessoria de Comunicação

Executivo municipal pede prazo para secretários atender a imprensa

O governo municipal, por intermédio da assessoria de Comunicação, pediu no final da manhã desta segunda-feira, 14 de janeiro, um prazo de “pelo menos 30 a 40 dias” para agendamento de entrevistas a qualquer uma das secretarias da atual administração. A justificativa é que “o tempo ainda é curto” para uma avaliação criteriosa da situação de cada uma das pastas.

“Nós precisamos de pelo menos um período de 30 dias de governo para que os secretários possam fazer uma melhor avaliação da situação em cada uma das secretarias. Foram apenas cerca de dez dias de governo até agora, então é muito difícil fazer uma análise criteriosa do que ocorre em cada uma delas”, argumentou a assessora de Comunicação, Maria da Conceição Maia Reis, “Gândara”.
 
Esta manhã, DeFato Online conversou com o secretário de Saúde, Reynaldo Damasceno Gonçalves.
 
O objetivo era saber maiores detalhes sobre a implantação das Unidades Básicas de Saúde (UBS´s); sobre a renovação de contratos dos médicos que atendem as unidades do Programa de Saúde da Família (PSF); além da implantação de novos leitos nas Unidades de Tratamento Intensivo (UTI´s) dos hospitais Carlos Chagas e Nossa Senhora das Dores.
 
Os três assuntos foram apontados recentemente pelo prefeito Damon de Sena (PV), em entrevista à DeFato, como sendo “problemas de alta complexidade” e que necessitam de “medidas imediatas”.
 
Embora tenha sido solícito, Reynaldo Damasceno informou que as entrevistas só seriam concedidas por intermédio da assessoria de Comunicação e pouco falou sobre a situação da saúde no município. Ele acrescentou ser uma determinação definida em conjunto com a assessoria de Comunicação e o chefe de Gabinete, Edilson de Magalhães Lopes.
 
“Vamos, ao longo desta semana, visitar os PSF´s da cidade e avaliar os problemas, ver realmente a situação de cada um deles para depois buscar soluções”, resumiu Reynaldo Damasceno.  
 
Minutos depois Maria Gândara justificou a cautela adotada pelo secretário na mini-entrevista.
 
“É temerário, principalmente para uma secretaria da importância como é a de saúde, passar um relatório sem antes conhecer todos os dados e detalhes em relação ao que ocorre na saúde. Assim que, tanto ele (da Saúde), quanto os das outras secretarias estiverem de posse das informações, de dados concretos, eles serão repassados à imprensa”, justificou.