Ilton Magalhães diz que Câmara vai derrubar veto do prefeito a aumentos de salários
Líder de governo, Ilton Magalhães não vai seguir o prefeito João Izael em votação de veto
Líder do governo na Câmara de Vereadores, Ilton Magalhães (PR) vai contra o prefeito João Izael pela primeira vez nesta atual Legislatura. Depois da afirmação do chefe do Executivo de que pretende vetar o projeto que aumenta os salários do próximo prefeito, do vice e dos secretários municipais, o vereador comentou que a Câmara deve votar pela derrubada do veto e promulgar a lei.
“A Câmara colocou este projeto por iniciativa da Mesa Diretora, da qual eu faço parte como segundo secretário. No meu entendimento é um projeto interessante. No mercado, hoje, para que se tenha um bom secretariado, com secretários competentes, precisa ter um salário melhor. Na nossa região, por exemplo, tem cidades bem menores que a nossa e com salários maiores. Em São Gonçalo do Rio Abaixo um secretário recebe R$ 8 mil. E, como aqui em Itabira os secretários não têm aumento desde 2004, eu considero esse aumento plausível, sim”, afirmou o vereador.
Ilton Magalhães já foi secretário de Desenvolvimento Urbano no primeiro governo de João Izael. Ele comentou que o cargo exige muita responsabilidade pois, em qualquer denúncia, o responsável responde criminalmente com o próprio CPF. Por isso, considera que o salário deve ser alto. “Eu acredito que a tendência, até pelo projeto ser da Câmara e ter passado por unanimidade, que o veto deverá ser quebrado”, comentou.
Pelo projeto 68/2012, o médico Damon Lázaro de Sena (PV) assume a cadeira do Executivo com uma remuneração de R$ 23.670,11. O vencimento atual, que recebe João Izael (PR), é de R$17.842,85. O salário do vice-prefeito sobe de R$8.921,19 para R$11.834,85. Já o cargo de secretário municipal tem um aumento de R$6.026,02 para R$10.021,17.
O prefeito João Izael já deu declarações de que pretende vetar o projeto. O que a Câmara aguarda, agora é de que a matéria retorne à Casa antes do dia 31 de dezembro, para que seja marcada uma reunião extraordinária. Caso o projeto não seja devolvido até o fim do ano, a Câmara não poderá derrubar o veto, porque termina a atual legislatura. O prefeito, porém, já disse que não pretende usar desse artifício porque não quer encerrar o mandato com pendências.