Secretário adjunto diz que está “radicalmente à disposição de Itabira” para discutir Distrito Industrial
Apesar de afirmar que está à disposição, Fábio Veras ressaltou que Distrito Industrial não resolve todos os problemas de Itabira
O secretário de Estado Adjunto de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, Fábio Veras, disse que “está radicalmente à disposição de Itabira” para discutir a viabilização do Distrito Industrial III. O representante do governo Anastasia participou do Seminário de Desenvolvimento Empresarial promovido pela Fiemg no Itec nessa quarta-feira, 15 de março.
A afirmação de Fábio foi uma resposta ao questionamento de DeFatoOnline sobre a preocupação do secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia, Inovação e Turismo de Itabira, Raymundo Nonato Moreira. Durante participação na reunião da Câmara Municipal esta semana, Nonato demonstrou pessimismo com o futuro do município se não forem solucionados os problemas estruturais que impedem a construção de um terceiro parque industrial.
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“Nossa parceria com Itabira é total. Desconheço detalhes deste projeto, mas Distrito Industrial requer estrutura, licença ambiental, que na maior parte trata de itens relacionados à legislação. São questões mais locais do que de âmbito do Estado”, justificou o secretário adjunto. Fábio falou também que toda indústria que se instala em qualquer região de Minas gera ICMS e emprego, e isso é do interesse de todos, inclusive do governo estadual. “Vamos trocar ideia e avançar nesta discussão”, prometeu.
Nonato, durante sua participação na Câmara, disse que diversas reuniões foram feitas com o Governo de Minas para buscar investimentos para a construção do novo pátio empresarial. “Tem dez anos que o Estado não investe nessa área. E, quando vamos conversar, nos são apresentadas dificuldades como a topografia do município e a escassez de água. Eles (o Governo) nos mostram que há outras cidades com cenários melhores e eu sou obrigado a concordar”, reclamou Nonato.
Distrito não soluciona todos os problemas
Inteirado, o presidente da Fiemg Regional Vale do Aço, Luciano Araújo, também deu opinião sobre o assunto. De acordo com ele, primeiro é preciso definir a vocação regional. “Lançar um distrito não significa trazer desenvolvimento. É preciso saber que tipo de empresa que você quer trazer, qual a vocação de cada região que realmente agregue valor. Não adianta simplesmente criar áreas de distrito e achar que tudo está resolvido”, ressaltou. Fábio lembrou que a Espanha é o país que tem a maior quantidade de metro 2² de parques tecnológicos por habitante e, no entanto, tem o maior número de desemprego da Europa.