Veja a retrospectiva do crime que chocou Itabira e região

O crime aconteceu no dia 10 de fevereiro de 2010

Veja a retrospectiva do crime que chocou Itabira e região
MARCELLO ASSASSINA BRUTALMENTE POLYANNA COM 18 FACADAS

 

Um crime ocorrido na manhã do dia 10 de fevereiro de 2010 deixou os itabiranos perplexos. Marcello Oliveira Lopes, na época com 24 anos, matou sua ex-mulher, Polyanna Carolina da Silva Barbosa Lopes, 23, com 18 facadas: cinco no rosto, três no pescoço, três no peito, quatro nas costas, uma na nuca, uma no quadril e uma no antebraço. Devido à violência dos golpes, o cabo da faca se partiu e a lâmina ficou presa no pescoço da vítima, cujo corpo foi encontrado em um matagal na rua Humberto Campos, no bairro Ribeira de Cima. 

O crime aconteceu quando Polyanna saía para o trabalho (ela era vendedora na loja Magazine Luiza, de Itabira) e teria sido forçada pelo ex-marido a entrar num Corsa Sedan, que estava parado próximo à sua residência. Minutos depois, a Polícia Militar recebeu uma denúncia e encontrou o veículo na porta da casa do pais de Marcello, no bairro Santa Tereza, com o banco do passageiro e os tapetes sujos de sangue. Marcello teria golpeado Polyanna dentro do carro, antes de jogá-la no matagal. Marcello foi preso instantes depois com ferimento em uma das mãos e todo sujo de sangue.

A ação brutal teria sido motivada por ciúmes. Marcello estava separado de Polyanna e no dia anterior tinha assinado a separação. Mas o homem não se conformava em ser deixado. Polyanna deixou um filho de três anos de idade.
 
SEPULTAMENTO
 
Comoção, revolta, perda, injustiça, tristeza. Estes eram os sentimentos na tarde de quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010, um dia após o crime, no Cemitério da Paz, em Itabira, durante o sepultamento de Polyanna.
 
O saguão que circunda os espaços de velório ficou repleto de pessoas, que vieram prestar sua última homenagem a vítima de um crime brutal. Funcionários da loja onde a jovem trabalhava compareceram em peso. O pai, Wilton Barbosa, permaneceu o tempo todo ao lado do corpo da filha, chorando muito.
Mais de 300 pessoas acompanharam o cortejo e cerca de 1.500 passaram pelo local durante todo o dia. Às 16h40, o caixão com o corpo de Polyanna desceu à cova. O pai e a irmã entraram em desespero, inconsoláveis. A mãe passou mal e precisou afastar-se.
 
RECONSTITUIÇÃO DO CRIME
 
No dia 12 de fevereiro de 2010, Marcello Oliveira Lopes participou da reconstituição do crime. Duas viaturas do Sistema Prisional de Minas Gerais, três da Polícia Civil, totalizando cerca de 20 militares, realizaram a escolta do assassino confesso até o local do crime, para que ele prestasse esclarecimentos em detalhes de como ocorreu o homicídio.
 
Em seguida, Marcello Oliveira foi levado para a delegacia no bairro Campestre para prestar novo depoimento. De lá, voltou para o Presídio de Itabira, onde permaneceu até hoje, dia do julgamento.
 
1ª AUDIÊNCIA
Sob forte esquema de segurança, Marcello Oliveira Lopes saiu do presídio de Itabira na tarde do dia 7 de abril de 2010 para o Fórum Desembargador Drummond, onde participou da primeira audiência sobre o crime.
 
A audiência foi conduzida pelo juiz Ronaldo Vasques, na presença de testemunhas. A 1ª fase do julgamento resultou na decisão judicial, a partir dos indícios, de que Marcello iria a júri popular. Por ser um crime doloso contra a vida, o acusado foi pronunciado (quando, no caso de dúvida, vai a júri).
 
MARCELLO VAI A JÚRI POPULAR
 
No dia 28 de março de 2011 a justiça sorteou os 25 jurados, dos quais sete serão responsáveis por acusar ou absolver o réu Marcello Oliveira Lopes. A notícia foi destaque na mídia local e ganhou repercussão. O juiz Ronaldo Vasques preferiu a Câmara Municipal para o julgamento, por ter mais espaço.
 
Com senhas em mãos, 240 pessoas poderão acompanhar o desfecho da trágica história, mas sem se manifestar. Se condenado, Marcello, que está preso em Itabira desde o dia do crime, pode pegar de 12 a 30 anos de prisão. Ele é acusado de homicídio triplamente qualificado: dissimulação e meio que dificulta a defesa da vítima, vingança e meio cruel.
 
FAMÍLIA ALMEJA JUSTIÇA
 
No dia da distribuição de senhas, o pai de Polyanna, Wilton Barbosa, foi um dos primeiros a chegar ao Fórum Desembargador Drummond, em Itabira, na manhã de quinta-feira, 14 de abril. Ele estava acompanhado de uma prima.
 
A família almeja justiça. “Espero que Marcello pegue a pena máxima. Aliás, pena máxima é pouco pelo dano que ele causou à minha família. Não o perdoo pela forma cruel e covarde que eliminou minha filha”, declarou Wilton.
 
HOJE, O JULGAMENTO
Hoje, 19 de abril de 2011, um ano, dois meses e nove dias após o crime, Marcello vai a júri popular na Câmara Municipal de Itabira, a partir do meio dia. O portal DeFatoOnline vai levar até você informações em tempo real do desfecho deste crime que chocou Itabira e região.
 
Uma equipe de jornalistas ficará de plantão durante todo o desenrolar do evento, comandado pelo juiz criminal Ronaldo Vasques. Fotos e notícias serão postadas à medida que os fatos forem acontecendo. Acompanhe!

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É hoje o julgamento de Marcello Oliveira; acompanhe por aqui em tempo real