Vigilantes da Vale sofrem sequestro relâmpago e têm pertences roubados
Vigilantes são da empresa Transbank, que presta serviço de vigilância para a Vale
A noite dessa terça-feira, 5 de abril, foi de pânico para dois vigilantes da empresa Transbank, que presta serviço de vigilância para a mineradora Vale. Por volta das 22 horas, Vinicius Gonçalves Dias, 25 anos, e Marcelo Costa Madeira, 42 anos, foram sequestrados próximo ao local onde trabalham, na Mina Corta Madeira, no bairro Pedreira, e depois tiveram seus pertences roubados. Eles só conseguiram acionar a Polícia Militar por volta das 2h, quando já estavam na rampa de vôo livre.
Os vigilantes contaram aos policiais que estavam trabalhando quando receberam a ligação de um funcionário da mina que disse que havia pessoas suspeitas perto do antigo Posto 15. Vinicius e Marcelo entraram em uma caminhonete, placa HCL-9568, e foram fazer a ronda no local informado. Depois de terem feito o patrulhamento, e não acharem ninguém, os vigias faziam o caminho de volta. Mas, próximo ao trevo de acesso à localidade Alto Barbacena, as vítimas foram surpreendidas por três homens armados, todos encapuzados.
Dois dos bandidos estavam com armas longas e o outro com um machado. Os homens ameaçaram os vigilantes de morte e obrigaram que eles descessem da caminhonete. Os vigias foram colocados no banco de trás, e ordenados que ficassem com as cabeças para baixo. Dois assaltantes entraram na frente e assumiram a direção do veículo, o outro foi para a carroceria. Os bandidos dirigiram em direção à localidade dos Gatos. Perto da lagoa das Piabas, os autores pararam e fizeram busca pessoal nos vigias. Então, os assaltantes se reuniram e decidiram ir para a barragem de Santana, na estrada que liga Itabira a Santa Maria de Itabira. De lá, pegaram a MG-129 e foram para a rampa de vôo livre.
Quando estavam perto da rampa, os autores pararam a caminhonete e levaram as vítimas para fora. Os vigias tiveram os olhos vendados e foram roubados. De Marcelo, os bandidos levaram documentos pessoais, dois pares de coturnos, um rádio de comunicação, duas baterias, um crachá e um relógio. Já Vinicius teve roubado uma touca preta e dois coletes à prova de bala. Depois da ação, os assaltantes fugiram com o carro e deixaram os vigilantes lá. A Polícia Militar só foi acionada porque Vinicius tinha um celular escondido em uma das meias. Horas depois do sequestro, ele conseguiu ligar para o chefe, que chamou a PM.
Os militares iniciaram rastreamento e encontraram o veículo roubado na estrada de acesso à lagoa das Piabas. Ao verem a polícia, os autores fugiram por meio de uma floresta de eucaliptos. Foi montado um cerco pela PM, mas os assaltantes não foram encontrados. Segundo o boletim de ocorrências, os bandidos devem ter sofrido ferimentos, porque a vegetação local é espinhenta e possui um tipo de folha conhecida como Navalha de Macaco, que causa lesões em contato com a pele.
A caminhonete foi devolvida à empresa. Os policiais apenas orientaram que os responsáveis levassem o veículo até a Delegacia posteriormente para que fosse feita a perícia. O automóvel tinha danos no capô, no paralama dianteiro, em uma das laterais e na seta traseira. Dentro do carro foram encontrados um par de sandálias, um par de coturnos e o crachá de Marcelo.