Família de idoso morto ao ser atropelado por militar não entrará na justiça

Vítima foi socorrida por uma unidade do Sevor, mas não resistiu aos ferimentos

Família de idoso morto ao ser atropelado por militar não entrará na justiça
 
A família do aposentado João Batista Coelho, de 84 anos, morto após ser atropelado pelo sargento da Polícia Militar de João Monlevade, José Geraldo Fernandes, afirma que não entrará na justiça.
 
De acordo com o filho do idoso, Edson Coelho, de 43 anos, o que houve foi uma fatalidade. “Não temos interesse de acionar a justiça, pois a vida do meu pai era muito mais importante”, argumenta. Segundo ele, os vizinhos o chamaram para socorrer o pai que estava com fortes dores devido ao impacto da motocicleta conduzida pelo militar. “Ele ainda sofreu com o calor que vinha do asfalto”, lembra.
 
O acidente ocorreu na tarde desse sábado, dia 22, na avenida Wilson Alvarenga, esquina com a rua Floresta, em Carneirinhos, próximo à sede da Acimon. A viúva, Cecília Coelho, de 78 anos, conta que o marido havia saído para comprar pão por volta das 15 horas e quando atravessou a via foi atingido pelo veículo que seguia sentido ao colégio Centro Educacional.
 
No Boletim de Ocorrência é citado que o idoso teria feito uma travessia repentina na frente da motocicleta. João Coelho foi socorrido pela equipe do Serviço Voluntário de Resgate de João Monlevade (Sevor) e encaminhado ao Hospital Margarida. Ele teve fratura exposta na perna esquerda, fratura no braço esquerdo, oito costela fraturadas e diversas escoriações pelo corpo.
 
Devido à gravidade do seu quadro clínico, o aposentado foi submetido a uma cirurgia, mas não resistiu e morreu na madrugada desse domingo, dia 23. Além da esposa e o filho Edson, ele deixou mais três filhos. O sepultamento ocorreu na tarde do domingo, no cemitério do Baú.
 
Redutor de velocidade
 
Para Cecília Coelho, se houvesse um sinal de trânsito no local do acidente, que é um lugar de constante fluxo de veículos e passagem de pedestres, o seu marido ainda poderia estar vivo. Segundo ela, “deveria ser colocado pelo menos um quebra-molas para reduzir a velocidade dos carros que passam ali sempre correndo muito”.
 
Apesar de toda dor que sente, a família explica que um advogado os orientará sobre o recebimento do seguro obrigatório (DPVAT) ao qual vítima e/ou famílias de vítimas de acidentes no trânsito têm direito. “É um direito nosso e vamos requerê-lo”, assegura o filho Edson.