Mulher é assassinada enquanto marido dormia embriagado
Uma mulher de 52 anos foi encontrada morta no dia 14, por volta das 22h30, dentro de sua casa, no bairro Nova Monlevade, em João Monlevade. A Polícia Militar chegou até o local, na rua Carlos Caldeira, nº 81, após receber denúncia anônima pelo 190. Conforme informações passadas pelo denunciante, vários disparos de arma […]
Uma mulher de 52 anos foi encontrada morta no dia 14, por volta das 22h30, dentro de sua casa, no bairro Nova Monlevade, em João Monlevade. A Polícia Militar chegou até o local, na rua Carlos Caldeira, nº 81, após receber denúncia anônima pelo 190.
Conforme informações passadas pelo denunciante, vários disparos de arma de fogo foram ouvidos, vindos da casa do casal. A PM, quando chegou à residência, encontrou a porta da sala arrombada e a mulher caída atrás do guarda-roupa sangrando muito.
O que impressionou os militares foi o fato de que, no momento em que Erli Rodrigues Oliveira era assassinada, seu marido, Jesus Natalino da Silva, de 38 anos, dormia. O homem apresentava estado de embriaguez.
A equipe do Serviço Voluntário de Resgate de João Monlevade (Sevor) foi acionada e, na prestação dos primeiros socorros, constatou que a vítima ainda tinha batimentos cardíacos. Erli foi devidamente conduzida até o Hospital Margarida, mas não resistiu aos ferimentos e deu entrada na unidade de saúde sem vida.
O médico Geraldo Martins, que estava de plantão e examinou a vítima, afirmou que ela apresentava aproximadamente seis perfurações no corpo, proveniente de arma de fogo.
Testemunhas descrevem três indivíduos (ainda não identificados) aparentando serem menores como possíveis autores do crime.
Já os denunciantes anônimos informaram à polícia que os autores do homicídio são dois menores de Belo Horizonte, que estão em Monlevade desde o final do ano passado, quando foram apreendidos no bairro Estrela Dalva pelo crime de homicídio de uma jovem. A vítima era usuária de droga.
Para os militares, o fato de o companheiro de Erli não ter acordado no momento em que ela era executada chamou a atenção. Jesus da Silva só conseguiu acordar depois que seus vizinhos o chamaram. Ao consultar seu nome no Sistema Integrado de Defesa Social (SIDS), foi comprovado que ele estava preso e havia sido solto no dia do crime. Jesus da Silva também tem passagens pela polícia por ameaça e lesão corporal contra a companheira.