Homem que matou Alegria leva facãozada na cabeça
Homem golpeou Dinho e depois fugiu com a arma do crime
O ex-presidiário Alexsandro Fidelis Santos, Dinho, 29 anos, foi golpeado com uma facãozada na cabeça que provocou ferimentos gravíssimos e decepou sua orelha. Dinho, que assumiu ter feito ingestão de bebida alcoólica, relatou que às 23 horas de ontem estava em companhia de amigos numa das ruas do bairro Nova Vista, em Itabira, quando foi surpreendido por um morador daquele bairro que tem diversas passagens pela polícia.
Entre outras acusações, Dinho é autor do assassinato de Antônio Carlos Nogueira da Silva, Alegria, morto a tiros em 16 de abril de 2006.
Utilizando um facão, o homem desferiu um golpe contra a cabeça da vítima, que provocou um corte contuso de aproximadamente 15 centímetros de extensão, partindo ao meio a parte externa e interna do ouvido esquerdo. Com o golpe, vários vasos sanguíneos foram rompidos, provocando um sangramento intenso.
Após a facãozada, o autor deixou o local das agressões, levando consigo a arma do crime. A vítima foi levada por terceiros ao Pronto-Socorro Municipal, onde recebeu atendimento médico. Por volta de 1h20 da madrugada desta terça-feira, Dinho foi transferido para o Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, devido ao grau de risco das lesões causadas.
A reportagem verificou que a Polícia Militar realizou patrulhamento na tentativa de localizar o autor, mas sem obter êxito. As informações foram repassadas à Polícia Civil.
Crimes – Dinho é autor do assassinato de Alegria, morto a tiros em 16 de abril de 2006, em um beco no bairro Nova Vista, numa suposta cobrança de pedágio.
Além de Alegria, Dinho é suspeito de tentar matar José Rodrigues da Rocha, em 24 de janeiro de 2000; tem um inquérito em andamento por furto, roubo, ameaça, receptação e formação de quadrilha no dia 5 de fevereiro de 2002; também é acusado de tentar matar Valdeci Rosa dos Santos em 3 de novembro de 2002; foi preso em 7 de novembro de 2005 por furtar duas vezes no mesmo dia.
Ele também era investigado pela morte do detento Gilson Eustáquio dos Santos Souza “Zóia”, morto carbonizado na antiga cadeia na rua Paulo Pereira, numa rebelião no dia 28 de maio de 2006. Em 6 de janeiro de 2007, Dinho e mais nove colegas de cela fugiram da cadeia.