Deputado andarilho está na mira da Justiça
Um dos mais polêmicos julgamentos de pedido de impugnação de candidatura do deputado federal José Fuscaldi Cesílio, o José Tatico (PTB/GO), pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas (TRE/MG), está previsto para acontecer até quinta-feira. O deputado goiano, que está se transferindo para o estado, seria inelegível com base na Lei Ficha Limpa, de acordo com […]
De acordo como TRE de Minas, para instruir o processo de impugnação do deputado goiano, a Justiça eleitoral pediu, no dia 29, que ele apresentasse, em um prazo de 48 horas, certidões criminais e cíveis da Justiça de Goiás. Naquele estado, além do processo eleitoral, Tatico responde a duas ações penais e a dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF), mas ainda em fase de instrução. As acusações (veja quadro) são a prática de crimes contra a ordem tributária, apropriação indébita previdenciária, contra o meio ambiente e contra o patrimônio. Tatico, que declarou um patrimônio de R$ 17,8 milhões, em 2006, está com os bens indisponíveis, desde junho do ano passado, em razão da Ação Penal nº 516, em tramitação no STF. Ele também foi alvo da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Roubo de Carga, por receptação de mercadoria para seu supermercado Tatico, mas os processos foram arquivados.
Equívoco
Ao registrar sua candidatura no TRE de Minas, Tatico informou não possuir patrimônio, ou seja, de R$ 17,8 milhões em 2006, ele caiu para zero, quatro anos depois. Segundo o advogado Abelardo Lima, responsável pela defesa do parlamentar, esta divergência não passou de um “equívoco” e entre os documentos apresentados à Justiça Eleitoral foi juntada uma retificadora da declaração de bens do deputado, na qual admite ser proprietário de quatro empresas, uma delas uma holding, além de um rebanho de 25 mil cabeças de gado, que disse valer R$ 15 milhões, e duas fazendas: uma de 648 hectares em Mimoso de Goiás (GO), de R$ 1,5 milhão, e outra de 600 hectares em Pirinópolis (GO), de R$ 1,3 milhão. O advogado defendeu também que a liminar que suspendeu os efeitos da cassação permanece em vigência e, por isso, seu cliente não seria inelegível.