Polícia investiga sumiço de universitária em Ouro Preto
Aluna na Ufop, Juliana Huebra Lacerda não é vista há uma semana A família de Juliana Huebra Lacerda, de 21 anos, aluna do quarto período de matemática da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), vive momentos de apreensão. Moradores da zona rural de São José do Mantimento, na Zona da Mata, a 349 […]
![]() |
|
A família de Juliana Huebra Lacerda, de 21 anos, aluna do quarto período de matemática da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), vive momentos de apreensão. Moradores da zona rural de São José do Mantimento, na Zona da Mata, a 349 quilômetros de Belo Horizonte, os pais da universitária não recebem notícias da estudante há uma semana. O desaparecimento de Juliana vem sendo investigado pela Polícia Civil. A principal pista é que jovem embarcou para o Rio de Janeiro, em vez de seguir viagem para a terra natal. A polícia investiga a possibilidade de Juliana ter marcado um encontro com alguém que conheceu pela internet.
“Combinamos de esperá-la à beira da rodovia, perto de casa”, revelou a mãe, Eleni Huebra Lacerda. Segundo ela, no último contato com a filha, ainda na quinta-feira da semana passada, Juliana disse que seguiria para casa às 21h. Deveria ter chegado ao local combinado com os pais cerca de sete horas depois, na madrugada da sexta-feira.
No mesmo dia, parentes da universitária entraram em contato com as amigas da estudante. Sem obter sucesso, resolveram procurar pessoalmente a ajuda da universidade. Na Ufop, dona Eleni e o marido descobriram que Juliana não frequentava regularmente as aulas. No apartamento onde ela morava, os pais encontram outra informação importante. Anotações indicam que ela estava deprimida: “Sinto meu coração em pedaços, porque não consigo ter amigos e muito menos ser feliz. Ninguém me suporta. São tantas as perguntas e não consegui encontrar nenhuma resposta. Isto me deprime muito”, escreveu a jovem em um dos bilhetes.
Para dona Eleni, o estado de espírito de Juliana destoa da época em que morava com os pais. “Ela era uma menina alegre e muito estudiosa”, relata a mãe. A universitária ingressou na Ufop em 2007 e visitou os pais pela última vez em fevereiro.
Viagem
A principal informação sobre o paradeiro da universitária foi obtida pela Polícia Civil na terça-feira. Um estudante da mesma universidade, que viajou em outro ônibus da mesma linha 25 minutos depois, conversou com a jovem na rodoviária de Ouro Preto e no terminal do Rio de Janeiro. Sem demonstrar qualquer comportamento estranho, ela disse ao colega que estava a passeio. A polícia confirmou que o nome Juliana consta no mapa de viagem da empresa de ônibus. A jovem não usou cartões bancários e de crédito.
A amiga Selma Nolasco Gomes, de 22 anos, vem promovendo uma cruzada virtual a procura de notícias de Juliana. Ela criou no Orkut uma comunidade denominada Nos ajudem a encontrá-la, que tem mais de 1,2 mil membros. Também convocou amigos para postar fotos e vídeos de Juliana no Twitter e Youtube. Confidentes, elas trabalham juntas como bolsistas de iniciação científica, embora cursando especialidades diferentes. “Não acredito que ela fugiria sem avisar pelo menos os amigos próximos”, disse.
Juliana terminou um namoro há cerca de um mês. No dia em que desapareceu, vestia uma camisa amarela da Seleção Brasileira, de gola verde, além de calça jeans. Carregava uma mochila preta grande e usava tranças no cabelo.
