IBGE mostra que indústria mineira cresce acima da média nacional
Confirmando mais uma vez a tendência de recuperação dos principais segmentos produtivos, após os pesados reflexos da crise financeira internacional, a indústria mineira registrou crescimento da ordem de 2% em fevereiro último, frente ao primeiro mês deste ano, terceira taxa positiva consecutiva, acumulando neste período expansão de 3,9%. Com isso, a média móvel trimestral cresceu […]
Confirmando mais uma vez a tendência de recuperação dos principais segmentos produtivos, após os pesados reflexos da crise financeira internacional, a indústria mineira registrou crescimento da ordem de 2% em fevereiro último, frente ao primeiro mês deste ano, terceira taxa positiva consecutiva, acumulando neste período expansão de 3,9%. Com isso, a média móvel trimestral cresceu 1,3% entre janeiro e fevereiro, mantendo a trajetória ascendente iniciada em março de 2009.
A informação foi divulgada, nesta quarta-feira (7), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), assinalando que a produção mineira cresceu naquele período acima da média nacional, que ficou em 1,5%. Segundo o IBGE, entre janeiro e fevereiro, além de Minas, os índices regionais da produção industrial ajustados sazonalmente avançaram em seis dos 14 locais pesquisados. Os outros destaques ficaram por conta de Pernambuco (11,1%), Goiás (8,3%), Rio de Janeiro (2,3%) e São Paulo (2,2%), que cresceram acima da média nacional (1,5%).
Em Minas Gerais, conforme o levantamento do IBGE, no confronto com fevereiro de 2009, houve crescimento de 26%, terceira taxa de dois dígitos consecutiva nesse tipo de comparação, sustentada pelos resultados positivos de dois dígitos da indústria de transformação (55,6%) e do setor extrativo (22,3%), ambos influenciados pela baixa base de comparação decorrentes da crise. Neste último segmento, destaca-se a maior extração de minérios de ferro.
Em relação à indústria de transformação, que assinalou pelo terceiro mês consecutivo avanço superior a 50%, o crescimento teve perfil generalizado, atingindo 11 dos 12 setores. O principal impacto positivo foi registrado pelo setor de metalurgia básica (73,6%). Em seguida, vale citar as contribuições positivas de veículos automotores (18,5%), máquinas e equipamentos (102,5%) e outros produtos químicos (22,6%). A única atividade em queda foi o fumo (-4,1%).
Assim, no acumulado em janeiro e fevereiro deste ano, a produção avançou 26,8%, acentuando o ritmo de crescimento observado no último trimestre de 2009 (6,8%). Influenciaram os resultados positivos 12 dos 13 ramos investigados. Metalurgia básica (69,9%) permaneceu na liderança como maior pressão positiva, seguida pela indústria extrativa (57,5%), máquinas e equipamentos (145,1%) e veículos automotores (15%). Em sentido oposto, novamente a única taxa negativa foi assinalada pelo setor de fumo (-7,0%).
Na comparação com fevereiro de 2009, todos os locais pesquisados apresentaram crescimento na produção, refletindo não só a maior produção neste início de ano, mas também a baixa base de comparação decorrente dos efeitos da crise. Além de Minas ( 26%), registraram avanços acima da média (18,4%) o Espírito Santo (37,9%), Goiás (31,6%), Pernambuco (24,7%), Amazonas (22,5%) e São Paulo (20,9%).
Já no acumulado do primeiro bimestre de 2010, o avanço também teve perfil generalizado e atingiu todas as 14 regiões, sendo que Espírito Santo (43,6%), Amazonas (27,6%), Minas Gerais (26,8%), Goiás (25,7%) e São Paulo (18,1%) mostraram as expansões mais intensas que a média nacional (17,2%).