Cidade Administrativa esvazia imóveis no Centro de BH

  Prédio do Ipsemg na Rua Goncalves Dias, no Bairro Lourdes, será desocupado A transferência do comando político do estado para a Cidade Administrativa vai deixar vagos no mercado de Belo Horizonte pelo menos 29 imóveis, incluindo prédios com 10 andares ou mais, localizados principalmente na Região Centro-Sul da capital, a mais valorizada da cidade. […]

Prédio do Ipsemg na Rua Goncalves Dias, no Bairro Lourdes, será desocupado - (Cristina Horta/EM/D.A Press)  
Prédio do Ipsemg na Rua Goncalves Dias, no Bairro Lourdes, será desocupado
A transferência do comando político do estado para a Cidade Administrativa vai deixar vagos no mercado de Belo Horizonte pelo menos 29 imóveis, incluindo prédios com 10 andares ou mais, localizados principalmente na Região Centro-Sul da capital, a mais valorizada da cidade. A conta exclui o complexo histórico da Praça da Liberdade, que será transformado em centro cultural. Parte dos locais é alugada e será devolvida aos proprietários. Já os imóveis que pertencem ao estado poderão ser vendidos, locados ou cedidos, conforme explica o subsecretário de Gestão, Frederico Melo.
 
O cronograma de transferência das secretarias, autarquias, fundações e empresas públicas começou em fevereiro e vai até junho. Uma das primeiras pastas a iniciar a mudança foi a de Planejamento e Gestão. Apesar da possibilidade de fazer caixa, são grandes também as chances de o estado ser obrigado a gastar com os imóveis. Parte do conjunto está deteriorada e necessita ser recuperada. Para saber quanto precisará ser gasto em reformas e também para identificar o valor dos imóveis, o estado vai fazer um levantamento, que deverá ficar pronto em junho. Pela legislação, o governo do estado só tem autonomia para ceder ou alugar imóveis. Em caso de venda, a operação precisa de autorização da Assembleia Legislativa.

O presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG), Sérgio Rezende, chegou a cogitar a transferência de parte das instalações do poder para prédios que ficarão vagos com a inauguração do centro administrativo. Depois de conhecer parte dos imóveis, o TJ-MG concluiu que a mudança não seria viável, devido à necessidade de reformas. O subsecretário Melo admite a necessidade de reformas, mas afirma que todos os prédios estão em condições de serem ocupados. “São problemas que surgiram com o próprio uso dos imóveis”, argumenta.

No ano passado, o vice-governador Antonio Augusto Anastasia afirmou que o estado recebeu proposta de associações internacionais para liberação de um dos imóveis com o objetivo de abrigar consulados. O vice-governador disse ainda que um dos maiores prédios do conjunto, o edifício que já abrigou o Bemge, com 23 andares, onde atualmente estão as secretarias de Defesa Social, de Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e Norte de Minas, setores da Secretaria da Fazenda, além da Ruralminas e do Instituto de Desenvolvimento Integrado de Minas Gerais (Indi), poderia ser ocupado pela Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg). Outra possibilidade é ele ser cedido para uso da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH). O prédio fica na rua Rio de Janeiro, 471, na Praça Sete, bem no Centro da capital mineira.

Agenda

Pelo menos duas estruturas utilizadas pelo estado para abrigar secretarias pertencem à União e foram cedidas ao governo de Minas sem custos. O prédio onde funciona a Secretaria de Desenvolvimento Social, na Praça da Assembleia, Bairro Santo Agostinho, e o conjunto de imóveis localizado na Avenida Amazonas, 5.855, no Bairro Gameleira.