Conflitos no Trail Clube de Itabira rendem processos na justiça

  O presidente do Trail Clube de Itabira, Paulo Menezes, disse que pretende entrar com uma ação civil/penal contra os idealizadores do Motocross Amador e Cross Country, Nivaldo Tavares Formiga, Elton Alves da Silva e Alisson Rosa Vieira, por falsidade ideológica, formação de quadrilha, calúnia e difamação.   Segundo ele, o evento, realizado no último […]

 
O presidente do Trail Clube de Itabira, Paulo Menezes, disse que pretende entrar com uma ação civil/penal contra os idealizadores do Motocross Amador e Cross Country, Nivaldo Tavares Formiga, Elton Alves da Silva e Alisson Rosa Vieira, por falsidade ideológica, formação de quadrilha, calúnia e difamação.
 
Segundo ele, o evento, realizado no último domingo, 27 de setembro, usou indevidamente o nome do motoclube. Ao comparecer no local na sexta-feira, dia 25, para averiguar a situação, Paulo disse que foi agredido verbal e fisicamente.
 
O presidente relatou também que não houve aprovação do Corpo de Bombeiros, devido ao não atendimento dos padrões de segurança. O Trail Clube, através de Menezes, entrou, então, com um processo na justiça contra os organizadores, onde o juiz  Daniel Cesar de Boaventura acatou o pedido, impondo multa de R$ 10 mil, se a competição fosse realizada.
 
Porém a ordem foi desacatada e no sábado, 26, máquinas foram encontradas preparando a pista para a realização do motocoross no dia seguinte. Novamente Paulo Menezes recorreu à justiça e o juiz André Luiz Pimenta Almeida acatou seu outro pedido, aumentando o valor da multa para R$ 100 mil.
 
Mas as ações judiciais não impediram a realização da competição no domingo que causou tumulto na pista com a presença, inclusive, da polícia. O presidente se manifestou dizendo que está preocupado, pois duas ordens judiciais foram desrespeitadas, o nome do Trail Clube foi usado falsamente, e ele vem recebendo ameaças constantes desde então.
 
Versão dos organizadores
 
A redação de DeFatoOnline procurou os organizadores Nivaldo, Elton e Alisson e foi recebida no escritório do advogado Mateus Andrade Neves, (de Nivaldo) que informou que o evento não foi realizado no nome do Trail Clube. Segundo o advogado, o mandato de presidência de Paulo Menezes já havia se encerrado em 2007, ficando assim o motoclube no período de 2008 até os dias atuais sem presidência.
 
Nivaldo atestou que não houve qualquer ameaça contra Menezes e ressaltou que o evento foi todo custeado com recursos próprios e de seus patrocinadores. “Quem sai prejudicado com isto é o esporte”, afirmou ele.
 
A redação procurou ainda Elton que disse que o evento estava de acordo com os parâmetros legais, contava com o apoio da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, SAMU e Transita. As provas contaram com cerca de 150 participantes e um público aproximado de 10 mil pessoas.
 
Quanto à agressão física, ele relatou que apenas agiu em legítima defesa. Elton afirmou também que foi ele quem fundou o Trail Clube juntamente com outros desportistas em 1989 e, desde então, a entidade vem tendo eleições de presidente regularmente. A eleição do Paulo Menezes não teria sido homologada.