Artesãos constroem maravilhas em Guanhães

Nove componentes do grupo Mãos Que Criam que deram sequência ao curso

O Projeto Mãos Que Criam na Arte em Bambu foi instituído pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) e a Comissão de Emprego da Prefeitura de Guanhães. Seu momento decisivo ocorreu durante 45 dias, com um curso para 28 pessoas, de fevereiro a abril deste ano. O curso foi ministrado por Antônio Salles, do Instituto Yara Tupynambá que, desde 1996 vem capacitando jovens e adultos no ramo da construção civil, artesanato, corte e costura, entre outros. O foco em Guanhães foi um pessoal da terceira idade, alguns dos quais conseguiram assimilar perfeitamente a arte.
 
Dos 28 novos artistas, apenas nove seguiram à frente no trabalho artesanal, talvez por falta de espaço para trabalhar. Desses, todavia, restaram três herois, que “tocaram o bonde pra frente”, como dizem. São eles: Wantuil de Paula Pinto, de 59 anos, aposentado da Usiminas em Ipatinga; Dayse Rocha Flausino, 35; e Maria Aparecida Tereza Figueiredo, 40. Eles têm se movimentado de todas as formas, trabalhando diariamente na construção de peças, como mobiliário para residências, porta-retratos, cestos, etc. e planejam expor em outras cidades
 
DeFato visitou a Casa de Cultura Laet Berto e lá conheceu dezenas de peças feitas pelos três remanescentes artesçãos. Cadeiras, espreguiçadeiras, namoradeiras, mesas, porta-retratos e outros trabalhos ocupam praticamente todos os seus espaços. A gratidão pelo apoio recebido resplandesce no olhar e nas palavras de Wantuil, Dayse e Maria Aparecida, mas eles acreditam em muito mais retorno para os seus trabalhos.
 
O que chama a atenção: um dom artístico precisa ser descoberto em seres humanos na infância, se possível, mas no caso do projeto Mãos Que Criam, seus protagonistas são praticamente todos da terceira idade, salvo um ou outro personagem. Eles têm preços especiais para cada peça construída com talento e amor.