Petrobras, Vale, Usiminas e Gerdau apostam na retomada
Com uma reserva de caixa considerada sólida, os gerentes financeiros de algumas das principais empresas de capital aberto do País, especialmente do setor de siderurgia e mineração, esperam que o final de 2009 e todo o ano de 2010 reflita a recuperação de preços das commodities, o que deve trazer lucros maiores para essas companhias, […]
Com uma reserva de caixa considerada sólida, os gerentes financeiros de algumas das principais empresas de capital aberto do País, especialmente do setor de siderurgia e mineração, esperam que o final de 2009 e todo o ano de 2010 reflita a recuperação de preços das commodities, o que deve trazer lucros maiores para essas companhias, decretando finalmente o encerramento da crise global.
"No segmento de aços longos nós somos o maior produtor nas Américas e no segmento de aços especiais somos um dos maiores do mundo. Operamos em 14 países diferentes, incluindo a Índia", explica Tarcísio Beuren, gerente de Relações com Investidores da Gerdau, em palestra realizada durante a 7ª edição da Expo Money, em São Paulo.
Hoje, a base de acionistas da Gerdau é de, aproximadamente, 140 mil, sendo que 90% é pessoa física. "Preservamos muito a pessoa física e temos na empresa uma equipe focada nesses acionistas", diz o executivo. As ações da companhia são negociadas também nas Bolsas de Nova York, Toronto e Madri. O volume médio diário das ações da Gerdau na Bovespa é de US$ 15,1 milhões.
Os executivos da Vale do Rio Doce compartilham da mesma opinião, acreditando no término da crise. "Estamos saindo do momento de crise", disse Alessandra Gadelha, gerente de Relações com Investidores da Vale. Hoje a companhia tem 54% das suas atividades localizadas no Brasil.
Para provar que a crise está acabando, recentemente a Vale realizou aquisições de ativos de carvão na Colômbia, revelou Gadelha. No ano passado, a receita bruta da companhia foi de US$ 38,5 bilhões, porém, com todas as emissões e investimentos realizados, a dívida da empresa gira em torno de US$ 20 bilhões. "Recentemente emitimos US$ 1 bilhão em dívida", acrescenta Gadelha.
A posição de caixa da Vale é de US$ 11 bilhões. As linhas de crédito de médio e longo prazo são de US$ 11 bilhões. "Nossa dívida é de baixo risco, com baixa alavancagem e longa maturação", diz Gadelha. Além disso, a companhia iniciou investimentos em fertilizantes, acreditando no crescimento do agronegócio no Brasil.
Entre as companhias apresentadas durante o evento, talvez o maior otimismo em investimentos veio com a Usiminas. "O Brasil suportou bem os efeitos da crise", afirmou Gilson Rodrigues Bentes, assessor da diretoria de Finanças e de Relações com Investidores da Usiminas.
A Usiminas apresentou o projeto de criação de seu 3º porto, que faria com que a companhia tenha um crescimento considerável. "A empresa está com caixa e preparada para passar pela crise financeira", disse Bentes, referindo-se ao caixa de R$ 2,8 bilhões até o encerramento do segundo trimestre de 2009.
Os investimentos para este ano da companhia giram em torno de R$ 2,3 bilhões. "Estamos vendo uma recuperação da demanda, com crescimento do consumo interno e externo. Percebemos também, a elevação dos preços lá fora", acrescenta Bentes.
Na BM&F Bovespa, as ações preferenciais Classe A da Usiminas apresentam a maior valorização entre os papéis das companhias no ano, com alta de 80,64%. Em seguida aparecem as ações preferenciais da Gerdau, com elevação de 61,28% e as ações PNA da Vale do Rio Doce, com crescimento de 49,65%. O Ibovespa, principal indicador da Bolsa paulista, apresenta valorização de 61,66% no acumulado do ano. A Petrobras apresenta elevação de 53,64% nas ações PN no ano. A última companhia a realizar apresentação no evento foi a Petrobras, mas os executivos preferiram destacar os desafios para a elaboração de extração de petróleo no pré-sal. "A missão estratégica da Petrobras é estar entre as cinco maiores companhias integradas de energia no mundo", afirma Fabrizio Carega, coordenador de Desenvolvimento Societário da Petrobras.
A Petrobras é a segunda maior companhia de petróleo do mundo por valor de mercado, de acordo com o valor das ações do dia 3 de agosto deste ano, com valor de US$ 175 bilhões. "Nosso plano de negócios de 2009 a 2013 gira em torno de US$ 174 bilhões", diz.
Os investimentos que era de US$ 112 bilhões entre 2009 a 2012, teve acréscimo de mais de US$ 60 bilhões no novo plano de negócios que vai de 2009 a 2013.