Setores de aço e minério têm sinais de melhora em Minas

Sinais de melhora, em março, das vendas da indústria mineral e das usinas siderúrgicas podem ser indicativo de que dois dos setores mais afetados pela crise financeira mundial em Minas Gerais podem ter passado pelo fundo do poço dos efeitos da turbulência na economia . A comercialização no mês passado de 22,1 milhões de toneladas […]

Sinais de melhora, em março, das vendas da indústria mineral e das usinas siderúrgicas podem ser indicativo de que dois dos setores mais afetados pela crise financeira mundial em Minas Gerais podem ter passado pelo fundo do poço dos efeitos da turbulência na economia . A comercialização no mês passado de 22,1 milhões de toneladas de minério de ferro cresceu 61,3% na comparação com dezembro do ano passado, embora ainda esteja abaixo dos níveis anteriores à crise. Nas siderúrgicas, a expectativa é de crescimento dos negócios com o impulso dado às vendas de veículos pelo acordo de redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

Confira o diagnóstico dos dois setores

O setor siderúrgico encerrou o primeiro bimestre deste ano trabalhando ao ritmo de 47,5% da sua capacidade instalada de produção, um dos níveis baixos verificados pela indústria, segundo o vice-presidente-executivo do Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS), Marco Polo de Mello Lopes. Seis dos 14 altos-fornos no país chegaram a parar de forma simultânea. Os dados ainda preliminares de março indicam melhora ante fevereiro e janeiro, meses que ainda foram muito fracos. “A redução do IPI foi uma injeção na veia da indústria automotiva e isso é muito importante para o setor siderúrgico”, disse o executivo. Marco Polo vê perspectiva de retomada do consumo a partir de novembro, quando o desempenho do setor poderá ser comparado ao período do ano passado em que as empresas já enfrentavam a crise.

A situação da indústria mineral e das usinas siderúrgicas é um dos temas do ciclo de debates Minas Combate a Crise, que será realizado na quarta e quinta-feira da semana que vem no Centro de Convenções Expominas, em Belo Horizonte. O evento é uma promoção conjunta da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais, jornal Estado de Minas e Diários Associados.

Além da discussão sobre os reflexos da turbulência na economia no Brasil e em Minas, a proposta dos organizadores é indicar medidas e ações para que as empresas e o cidadão vençam as dificuldades com a escassez do crédito e as consequências sobre os investimentos das empresas e mercado de trabalho.

São aguardadas no seminário as presenças do presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles; do ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi; do vice-presidente da República, José Alencar Gomes da Silva; do governador de Minas, Aécio Neves; e de empresários a exemplo de Jorge Gerdau, presidente do Conselho de Administração do grupo siderúrgico Gerdau; o presidente do grupo Fiat na América Latina, Cledorvino Belini; e o presidente do Conselho de Administração da Usiminas, Wilson Brumer.