Frente a frente com o crime

m profissional recém-formado em Direito é um dos responsáveis pela agilidade na investigação dos crimes contra a vida em Itabira. Cara de bravo ele não tem. O seu comportamento é voltado para a investigação de casos de sua alçada. Seu perfil está longe de ser agressivo. Pode ser encarado como um idealista, de filosofia inovadora […]

m profissional recém-formado em Direito é um dos responsáveis pela agilidade na investigação dos crimes contra a vida em Itabira.

Cara de bravo ele não tem. O seu comportamento é voltado para a investigação de casos de sua alçada. Seu perfil está longe de ser agressivo. Pode ser encarado como um idealista, de filosofia inovadora na Delegacia.

Longe de ser um super-homem, ou um xerife, mas sim, um líder. Seu nome: Guilherme de Sá Meneghin, de 26 anos, graduado pela Universidade Federal de Ouro Preto. Ele chegou a Itabira em março de 2008, após a realização de um concurso público para a sua área.

De lá para cá, este homem, que carrega o distintivo profissional como um amuleto de proteção contra a criminalidade, liderou a multiplicação de conclusão de inquéritos na cidade.

"Em 2007, tivemos cerca de 60 inquéritos da minha área concluídos. Ano passado foram 230. Em oito meses, conseguimos concluir quatro vezes mais inquéritos do que em 2007", afirmou Meneghin.

Inquérito concluído é investigação entregue à Justiça, um dos passos solucionados pela Polícia após qualquer crime.

Essa agilidade é explicada por medidas tomadas por ele e sua equipe desde que assumiu a pasta na comarca. "Antigamente tínhamos, por exemplo, 100 inquéritos pendentes com uma diligência ou outra. Colocamos uma pessoa para analisar o que faltava e, assim, as coisas começaram a andar. Outra iniciativa foi o comparecimento ao local do crime. Conseguimos implementar essa providência, que já ajuda a apurar algumas informações. Há uma associação de informações quando você fica num nicho pequeno. E também a vinculação de detetives próprios para isso. Com equipe própria, material próprio, equipamento e a construção do presídio, o trabalho tomou outro rumo", explica.

 

FOCOS

"A sensação de insegurança surge quando acontecem, por exemplo, dois homicídios em datas próximas. No ano passado, tivemos 22 homicídios, número que, para uma população de 105 mil habitantes, significa que há pleno controle, mas isso pode melhorar", concluiu.

A recomendação do governo do Estado é redução de criminalidade e conclusão de apurações. O delegado e equipe seguem à risca a ordem que, acima de tudo, prevê ações rápidas contra o crime, seja ele qual for que coloque a vida insegura. "Temos planos previstos para os próximos seis meses. Vamos entrar com operações conjuntas com a Polícia Militar e atingir focos de criminalidade", garante. Ele enxerga Itabira com um nível controlado de crimes contra a vida.