Prefeito de Bom Jesus do Amparo visita DeFato
Vanderlei dos Santos Ribeiro esteve na redação de DeFato nessa segunda-feira
O prefeito de Bom Jesus do Amparo, Vanderlei dos Santos Ribeiro (DEM), visitou DeFato na tarde desta segunda-feira, 19 de janeiro. O novo chefe do executivo bom-jesuense estava acompanhado de seu secretário de Governo, jornalista Eduardo Motta, e foi recebido pelos editores de DeFato e DeFato Online, José Sana e José Sana Júnior. Os visitantes falaram também com funcionários da revista e do site.
A visita de cortesia teve como objetivo não só conhecer a revista e o site, como também mostrar que a administração da cidade vizinha pretende ser aberta à informação. Já em seu discurso de posse, Vanderlei afirmou que o propósito de comandar uma “administração transparente”. Filiada à Associação dos Municípios da Microrregião do Médio Piracicaba (Amepi), a cidade irá continuar a sua filosofia de busca de resultados para a região. Ribeiro acredita no desenvolvimento regional como forma de crescimento e desenvolvimento.
Com o seu orçamento anual girando em torno de R$ 8,5 milhões, a nova administração pretende impor uma busca mais arrojada de recursos federais e estaduais. Os elos de ligação do município com o Estado e a Federação são os deputados Ronaldo Magalhães (PSDB) e José Santana (PR). “Não temos nem um convênio com o governo federal em andamento”, afirmou o secretário Eduardo Motta.
Outra preocupação do governo municipal bom-jesuense, segundo a equipe de Vanderlei Ribeiro, é com as condições de governar. “Continuamos aguardando a prestação de contas do governo anterior; enquanto não for apresentada, não teremos uma visão administrativa ampla do município”, disse Vanderlei. No dia da posse, em seu discurso, o ex-prefeito Marcos Bicalho prometeu entregar o balancete final no dia 5 de janeiro. Eduardo Motta garantiu que ainda não foi entregue.
DeFato tentou falar com Marcos Bicalho ou algum de seus ex-assessores mas não conseguiu. Repórteres da mídia nacional estavam na cidade procurando exatamente por ex-assessores do governo passado (2005-2008). A situação do município será divulgada pela Rede Globo no noticiário MG TV 2ª Edição desta terça-feira, 20 de janeiro.
Nota da Editoria — Há momentos nos quais a imprensa precisa tomar a sua posição e esses instantes são exatamente quando dois extremos, de quaisquer setores, mesmo da política, se digladiam. Não importam suas rixas, são questões secundárias. Essas acabam requerendo o desnudamento de falsidades que sejam eventuais ou não. Por respeito a pessoas sérias de forma ampla a uma comunidade, somos obrigados a dizer, de antemão, que tentativas de amedrontamento não conseguem deter quem tem sede e fome de verdade e verdades.
Assim, em primeiro lugar, vale dizer que inúmeros e-mails falsos chegaram a DeFato Online, de cidadãos da vizinha e simpática cidade de Bom Jesus do Amparo. Acusatórios, caluniosos e, acima de tudo, imaginosos eram todos. Nada havia sido publicado que os requeresse, mas acusações choviam torrencialmente e se referiam a suposições infundadas. Continuam os mesmos sintomas de ódio e desespero, agora mais claros e, por causa disso, os liberamos para o conhecimento do leitor e internauta. Todos os comentários tiveram respostas, não foram publicados aqueles ofensivos porque a nada se referiam. Partiram da covardia de alguns, ou do medo. Agora, pelo menos se mostram algumas caras, mas nem assim se procede com a educação de que quem poderia basear-se no ditado “quem não deve, não teme”.
Desses novos comentários, mais incisivos, embora imprudentes e rancorosos, percebe-se claramente o atropelo da ética, da boa educação, da segurança e, repetindo, parece não partir de quem detém a verdade. Quem a esta tem o domínio, com certeza pode aguardar calmamente que ela se apresentará sem retoques e sem sofismas.
Para o caso em discussão, basta que se reafirme a neutralidade e a coragem para encarar toda e qualquer situação e basta que se diga: de onde os autores dos textos tiraram tamanhas acusações? O que diz o texto que os gerou? Ao cidadão que lê a matéria da DeFato Online e, em seguida. sente o comentário recheado de ódio, percebe que por trás de tanta fumaça há fogo. E não queremos, se não for possível apagar, pelo menos fazer a fogueira se tornar mais ardente. Seria o relacionamento que se primou de há muito entre certos personagens, atores indignos de uma cidade pacata e séria? O julgamento fica a critério de quem aprecia a liberdade de expressão. Devemos nos incluir entre esses, porque dela se originou a interatividade revolucionária em que se transformou esse meio de comunicação, a DeFato Online.
O que se publicou no texto que aí está? Incitou alguma reclamação incorreta? Por que a parte que agora ataca não recorreu à Justiça quando se mostra dela a imensidão de tanta ofensa recebida? Que as contas não foram entregues na data prometida? Algum crime se cometeu em não entregar esses papéis, ou em acusar o não cumprimento da promessa, ou em divulgar o que foi dito? Alguma ofensa às leis em citar a informação de terceiros? Desde a chegada de informações, releases seguidos, tem-se como certa a necessidade de se ouvir o outro lado, o princípio intocável da ética jornalística. Tentamos, sim, falar com ex-assessores, inclusive com a vereadora Inez Santos. As respostas davam conta de que estava viajando ao litoral e que só retornaria no final do mês. E não foram publicadas acusações. Nada. A reação da ala perdedora da eleição parece mais uma forma prematura de desabafo. E por motivos que nada dizem respeito ao trabalho da DeFato Online.
Fica aqui uma proposta: DeFato irá utilizar as fontes citadas pelos informantes, autores dos comentários; as versões futuras ainda serão colocadas à disposição do povo bom-jesuense. Aliás, este povo não merece que se travem discussões apenas, que sejam inconsistentes, sem fundamentos e mentirosas. Por isso levaremos adiante a empreitada de chegar a todas as buscas que se fizerem necessárias.
E fica aqui, mais uma vez, clara e declarada, a certeza de que a imprensa precisa da verdade, divulgá-la mesmo que não consiga obter respostas imediatas. Foi na divulgação simples de um texto jornalístico sem objetivos de ofensas que, finalmente, apareceram alguns personagens.
Que cada testemunha se responsabilize pelo que diz e dirá. A nós só interessa a verdade, reafirmamos mais uma vez, condenando o ataque inexplicável, a exasperação imprudente, o ódio desnecessário, o rancor que vem de alguma razão que nós, da imprensa e do meio em que militamos, abominamos de antemão.
Se for para enfrentar as armas que nos erguem, que as abaixem imediatamente, pois não nos interessa participar de brigas que não geramos, sequer, em momento algum, delas havíamos tomado conhecimento.
A Editoria