ArcelorMittal quer suspender contratos de trabalho de mil empregados
A ArcelorMittal Brasil Aços Longos quer suspender por dois anos os contratos de trabalho de 1 mil empregados de sua unidade de Contagem, na Grande Belo Horizonte, com a justificativa de que a medida manterá empregos e vai ajustar a produção aos efeitos da crise mundial. A proposta, em negociação com o Sindicato dos Metalúrgicos […]
Outra empresa que tem a ArcelorMittal como acionista, a Belgo Bekaert Arames, de Sabará, também na Grande BH, já está autorizada, por acordo assinado com o sindicato local dos metalúrgicos, a suspender por até seis meses os contratos de 28% do seu quadro de 180 trabalhadores.
A Arcelor confirmou estar negociando a suspensão dos contratos de trabalho na trefilaria de Contagem e em Sabará. Foram cinco reuniões ainda sem acordo em Contagem, porque o sindicato local dos metalúrgicos considera exagerado o prazo de 24 meses.
Em Sabará, o acordo de suspensão de contratos na Belgo Bekaert entrou em vigência no dia 1º, mas a empresa terá de comunicar ao sindicato a relação de trabalhadores que serão dispensados para treinamento. De acordo com a lei que permite a suspensão dos contratos, nesse prazo, os trabalhadores contarão com bolsa do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e ajuda para transporte e alimentação, sem natureza de pagamento de salários. Eles receberão o equivalente a 55% do salário nominal, além de assistência médica. A princípio, o acordo valerá para 51 empregados.
Com o mesmo argumento de flexibilizar os direitos trabalhistas para evitar demissões, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) propôs aos seus empregados da Mina Casa de Pedra, em Congonhas, na Região Central de Minas, a suspensão de vantagens no pagamento de adicional de férias e o aumento da jornada por turno de trabalho, sem reajuste de salários.