“A cidade quer que o Flitabira nunca mais vá embora daqui”, diz primeira-dama Raquell Guimarães

Primeira-dama destacou a força do festival e sua importância para a economia criativa e para a formação de novos leitores

“A cidade quer que o Flitabira nunca mais vá embora daqui”, diz primeira-dama Raquell Guimarães
Foto: Reprodução/Vídeo
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Durante a abertura do 5º Festival Literário Internacional de Itabira (Flitabira), realizada na noite de quarta-feira (29) no Teatro da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade (FCCDA), a primeira-dama Raquell Guimarães ressaltou o papel transformador do evento e o envolvimento da população desde a primeira edição. Em entrevista ao portal DeFato Online, ela afirmou que a iniciativa se tornou parte da identidade cultural da cidade.

“Esse evento foi um grande marco. No primeiro ano do governo Marco Antônio [Lage, PSB], a gente trouxe esse evento e sentiu-se na rua um clima de transformação, que eu acho que marcou as pessoas e vem se perpetuando. Ele vem mostrando a força, ele vem mostrando que a cidade abraça o Flitabira, que a cidade gosta do Flitabira e que a cidade quer que o Flitabira nunca mais vá embora daqui”, afirmou.

Raquell destacou também o impacto econômico e social da iniciativa, relacionando a literatura à economia criativa e à geração de oportunidades locais. “A cultura é fonte de muitas possibilidades dentro da economia criativa e a literatura, sem dúvida. Imagina quantos empregos esse evento movimenta. Imagina como que a economia da venda dos livros é importante, e também o itabirano andar entre os livros, mesmo que ele não vá comprar um livro, ele vai sentir o cheiro do livro, ele vai ler o livro na biblioteca. Então, a economia criativa é sim uma vertente de diversificação econômica para uma cidade que tem vocação cultural, uma cidade que é berço de Carlos Drummond de Andrade. Então, acho que faz todo sentido e esse evento, a perpetuação dele é uma prova disso”, afirmou.

Ao comentar a presença de autores e atividades voltadas às escolas, a primeira-dama reforçou o impacto do festival na formação de novos leitores e escritores. “Nós sabemos que a criança aprende o que ela vive. Então, colocar esses autores indo nas escolas, trazer as crianças para estarem, transitarem nesse universo dos livros, da literatura, dos autores, dos criadores de mundos, dos criadores de histórias, sem dúvida, elas podem fazer essa mirada, de falar assim: ‘ah, eu quero ser [escritor(a)]’, porque agora ela conhece, ela sabe que existe”, disse.

Raquell compartilhou ainda uma lembrança pessoal que conecta sua infância à literatura. “Eu me lembro muito bem, eu sempre fui leitora desde muito criança e a minha escritora favorita era a Marina Colasanti (…). A primeira vez que eu vi uma autora foi num programa, no Sem Censura, na televisão (…). Eu falei, gente, então é uma autora, ela existe (…). E aquilo foi impactante para mim, criança, descobrir uma autora, descobrir que existia uma mulher autora. E eu acho que isso acontece nas crianças de Itabira, que se envolvem com o Flitabira e que podem fazer essa mirada de futuro, se acreditarem como potenciais escritores e escritoras”, completou.

O Flitabira segue até domingo, 2 de novembro, com programação gratuita no Teatro da FCCDA e na avenida Daniel Jardim de Grisolia, reunindo autores, músicos e artistas em torno do tema “Literatura, Encruzilhada e a Rosa do Povo”.

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