Associação de portadores de doença renal poderá receber verba pública
Hagmar (e), presidente da associação, luta para ajudar outras pessoas que também são portadoras de doenças renais
As pessoas que sofrem de insuficiência renal em Itabira e região poderão ser beneficiados com verba da Prefeitura. Os vereadores aprovaram esta semana o projeto de lei que declara de utilidade pública a Associação dos Portadores de Insuficiência Renal e Crônica de Itabira e Região. O projeto foi proposto pelos vereadores Ilton Araújo Magalhães (PR) e Solimar José da Silva (SDD).
A declaração de utilidade pública garante à entidade o direito de receber verbas da Prefeitura e passará a fazer parte do cadastro de associações que são beneficiadas em Itabira. O vereador Ilton Magalhães comemorou a aprovação do projeto e demonstrou sua preocupação com os portadores de insuficiência renal da região. Segundo o autor do projeto, a entidade precisa da ajuda do município com urgência.
“Essa entidade precisa muito da ajuda do município. Depois que a associação foi constituída, já podemos perceber alguns ganhos para essa comunidade, que passou a receber o suplemento alimentar e também mais veículos que atendem esses pacientes”, explicou o vereador.
Ainda de acordo com Ilton Magalhães, um dos benefícios mais importantes para a entidade seria a doação de um veículo. A declaração de utilidade pública não garante à associação o repasse da verba. No entanto, segundo afirmou o vereador, a própria associação poderá cobrar do prefeito Damon Lázaro de Sena (PV) mais auxílio, com a aprovação do projeto.
O presidente
Portador de doença renal crônica desde os 12 anos, Hagmar Nepomuceno Curto, 31, é o presidente da associação, uma instituição nova e ainda pouco conhecida. Registrada em 2013, já conseguiu importantes conquistas em favor das pessoas menos favorecidas. As principais são o transporte de ida e volta para os pacientes que fazem hemodiálise no turno da noite no Hospital Nossa Senhora das Dores, arrecadação de roupas e alimentos para os mais carentes e suplemento alimentar – quem faz tratamento perde muitos nutrientes no processo de purificação do sangue e precisa de reposição.
“Tínhamos a ideia de criar a associação porque precisávamos de melhorias que às vezes não existiam. Em 2008 começamos os preparativos”, conta Hagmar. “A gente vai convivendo com outras pessoas e vendo a carência de pacientes que precisam de um agasalho, um mantimento. Na medida do possível, damos um apoio psicológico também. Às vezes a pessoa entra ali e pensa que é o fim do mundo, mas não é”, comenta. (Leia mais na próxima edição da revista DeFato).