Aumento não será suficiente para a necessidade de investimento do Saae, afirmam diretores
Diretor técnico Jorge Borges, à direita
O diretor-presidente do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de Itabira, Élio de Assis Vieira, Élio Quadrado, foi à reunião de comissões da Câmara Municipal junto de sua equipe técnica dar explicações sobre o aumento da tarifa de água e esgoto que já está em vigor no município desde ontem, 1º de dezembro. Participaram da reunião, que aconteceu na tarde desta quinta-feira, 2, o controlador interno Marcos Batista e diretor técnico Jorge Borges. Depois de detalhar os motivos do aumento, Marcos disse que os 33,15% a mais não são suficientes para suprir a necessidade de investimento imediata da autarquia.
Além dos vereadores, que fizeram diversas perguntas, o presidente do PCdoB, Edilson Lopes, líder do movimento contra o aumento, também participou. Entre as várias questões abordadas, algumas tiveram destaques: a forma como foi feita a audiência da Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e Esgotamento Sanitário de Minas Gerais (Arsae-MG), a legitimidade da agência para instituir o reajuste e as planilhas do Saae que justificam o aumento.
Os diretores disseram que a autarquia não interferiu em nada: nem na metodologia da audiência (que foi pela internet) nem na decisão final do aumento. “Pedimos 35%, mas recebemos 33,15%”, disse Élio Quadrado. Marcos afirmou que se filiar à Arsae acarretou “mudanças drásticas”. A empresa de saneamento terá de se submeter, a partir de agora, a fiscalizações rigorosas e até criou um departamento de controladoria.
Sobre as planilhas, eles destacaram a grande depreciação dos equipamentos e os preços defasados, de 2005 (devido aos cancelamentos dos últimos reajustes). Segundo as explicações, a arrecadação, com base em cobrança por metros cúbicos de água, é de cerca de R$ 1,3 milhão. Se fosse cobrança tarifa da Copasa, o valor seria de R$ 2,5 milhões.
Plano Municipal de Saneamento
O diretor técnico Jorge Borges falou que a cidade terá de elaborar também um Plano Municipal de Saneamento até 2013, senão poderá perder verbas do Ministério das Cidades. O plano abrangeria água, esgoto, drenagem urbana e lixo – envolveria também a Itaurb. O projeto considerará como exemplo um já elaborado pela Universidade Federal de Viçosa.
Segundo Jorge, Itabira tem 15% de drenagem urbana, um percentual que precisa aumentar. “A participação dos senhores vereadores e de toda a população será muito importante para o desenvolvimento deste plano”, afirmou. Uma das prioridades seria a captação de água, que é um problema que tem se agravado em Itabira. Alguns empreendimentos imobiliários, por exemplo, não puderam ser aprovados por causa de abastecimento.