Brasil perde Oscar Schmidt, o Mão Santa que levou o basquete nacional ao topo do mundo
Ex-jogador morreu aos 68 anos nesta sexta-feira, em Santana de Parnaíba, e deixa um legado marcado por recordes, títulos no esporte
O nome mais emblemático do basquete brasileiro, Oscar Schmidt, morreu nesta sexta-feira (17) aos 68 anos, em Santana de Parnaíba, no interior de São Paulo. A morte foi confirmada pela família através das redes sociais.
Conhecido como Mão Santa, Oscar construiu uma trajetória que atravessou gerações e ajudou a colocar o Brasil entre as referências mundiais do basquete. Ele é reconhecido pela FIBA como um dos maiores pontuadores da história da modalidade, com 49.737 pontos somados entre clubes e seleção, além de 1.093 pontos em Jogos Olímpicos, marca que o colocou no topo da artilharia da competição.
Pela seleção brasileira, Oscar disputou cinco edições dos Jogos Olímpicos e quatro Mundiais. Também foi campeão dos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis, resultado que entrou para a história do esporte brasileiro, e conquistou o bronze no Mundial de 1978, além de três títulos sul-americanos.
Nos clubes, sua carreira passou por Palmeiras, Sírio, Corinthians e Flamengo, além de equipes da Itália e da Espanha. Fora do país, virou símbolo de grandes campanhas e consolidou a fama de arremessador que o acompanhou até depois da aposentadoria. Em 2010, entrou para o Hall da Fama da FIBA, reconhecimento reservado a nomes que marcaram a história do basquete mundial.
A dimensão de Oscar vai além dos números. Seu nome ficou ligado à identidade do basquete brasileiro, ao ponto de a própria FIBA descrevê-lo como um dos maiores cestinhas que o esporte já viu. Nesta sexta, o Comitê Olímpico do Brasil publicou nota de pesar e lembrou que ele foi recordista brasileiro em participações olímpicas no basquete. O Ministério do Esporte também lamentou a morte do ex-atleta.




