Busca pela diversificação econômica

Pico do Cauê, em Itabira

Busca pela diversificação econômica

Em 1998, a área econômica em Itabira era marcada por incertezas. Por vários meses, DeFato noticiou projetos que eram desenvolvidos para que a cidade deixasse de depender tanto da Companhia Vale do Rio Doce. A busca pela diversificação era impulsionada ainda mais diante do quadro de informações desencontradas sobre a empresa agora privatizada.

O clima não era muito bom entre a comunidade e a mineradora. Em fevereiro, durante audiência pública no teatro da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade, centenas de itabiranos foram para reclamar, sobretudo, dos impactos ambientais da atividade de extração do minério de ferro.
 
Na edição de junho, a matéria de capa foi com o diretor de Ferrosos do Sistema Sul da Vale, Thiers Manzano Bersotti, apontado como o novo homem forte da empresa em Itabira. Ele abordou temas como novos investimentos, mas falou, principalmente, do relacionamento com a comunidade. Disse que esperava se reunir em breve com o prefeito Jackson e que a mineradora continuaria parceira de Itabira em projetos. Naquele ano, a Vale ainda estudava a exploração de minério em Conceição, com planejamento para começar em 2005.
 
Uma das alternativas para o futuro de Itabira era o investimento em turismo, muito debatido por várias matérias de DeFato durante 1998. Um projeto, desenvolvido por um itabirano, era para transformar a lagoa do Pontal em um parque temático aos moldes do Beto Carreiro World. A ideia foi bem aceita no meio empresarial e contou com apoio da Fiemg, mas não foi para frente.