Cabeamento subterrâneo depende de acordo com empresa de telefonia

Na tarde da última terça-feira, 6 de abril, o prefeito João Izael Querino Coelho compareceu a uma reunião na sede da Cemig Telecom, em Belo Horizonte. O encontro foi agendado pela Associação das Cidades Históricas de Minas Gerais (ACHMG). Um total de 27 prefeitos participou da reunião com Arlindo Porto Neto, vice-presidente da empresa.     Marcos Paulo […]

Na tarde da última terça-feira, 6 de abril, o prefeito João Izael Querino Coelho compareceu a uma reunião na sede da Cemig Telecom, em Belo Horizonte. O encontro foi agendado pela Associação das Cidades Históricas de Minas Gerais (ACHMG). Um total de 27 prefeitos participou da reunião com Arlindo Porto Neto, vice-presidente da empresa. 
 
 Marcos Paulo de Souza Miranda, Coordenador da Promotoria Estadual de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico de Minas Gerais, acompanhou os trabalhos. Na pauta do encontro, a liberação de recursos para a implantação do cabeamento subterrâneo no sistema de iluminação pública do centro histórico dos municípios. A ACHMG, que tem sete anos de existência, é formada por 33 cidades. Vinte e seis municípios serão beneficiados com essa iniciativa. Congonhas, Mariana, São João Del Rei, Santa Bárbara e Tiradentes já foram contemplados.
 
O processo de cabeamento subterrâneo representa um investimento de R$ 34 milhões. Em novembro de 2009, o superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan-mg), Leonardo Barreto de Oliveira, anunciou a liberação de parte dos recursos do PAC das Cidades Históricas para essa obra.
 
 
A Cemig Telecom, via Lei Rouanet, arcaria com 50% do custo total do investimento. As prefeituras ficariam responsáveis pelo monitoramento e execução dos trabalhos de infraestrutura, como intervenções nas redes de água e esgoto. Cada cidade também desenvolverá um projeto específico.
 
O andamento do sistema, porém, esbarra num impasse técnico: a situação dos cabos da “Oi”. A empresa de telefonia móvel paga uma taxa para utilização dos postes da Cemig Telecom. Arlindo Porto adiantou que o projeto original necessita uma revisão imediata. “Um projeto necessita passar por avaliações temporárias, pois a tecnologia muda muito rapidamente. E o projeto original já conta com dois anos de existência. Eu acho que devemos procurar uma maneira para se liberar esse recurso o mais rápido possível. Então, é necessária a elaboração de um projeto definitivo. A Cemig até já possui uma minuta de convênio. Esse cabeamento subterrâneo é muito importante para nós (da Cemig), pois significa mais segurança e eficiência no fator operacional. Mas, temos que resolver essa questão técnica com a Oi”, explicou o vice-presidente da Cemig Telecom.
 
O prefeito de Itabira sugeriu uma nova reunião com a direção da Oi. “Acho que não avançaremos, enquanto não solucionarmos esse impasse técnico com a Oi. Precisamos definir uma ação com mais agilidade. Entendo que necessitamos agendar uma reunião imediata com os representantes da Oi”, salientou João Izael.