Caminhada em Itabira marca Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual Infantil
Como forma de sensibilizar a população e incentivar a denúncia, estudantes, membros das secretarias Municipal de Ação Social, Saúde e Educação, Conselho Tutelar e Combem realizaram hoje, 18 de maio pela manhã uma caminhada pelas ruas do Centro da Cidade, para marcar o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual Infantil. […]
Como forma de sensibilizar a população e incentivar a denúncia, estudantes, membros das secretarias Municipal de Ação Social, Saúde e Educação, Conselho Tutelar e Combem realizaram hoje, 18 de maio pela manhã uma caminhada pelas ruas do Centro da Cidade, para marcar o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual Infantil.
Com faixas, cartazes, balões e animados pela fanfarra da rede municipal de ensino, todos coloriram o percurso entre a praça Laércio Brandão (ao lado da Rodoviária Genaro Mafra) e a praça Doutor Acrísio Alvarenga e chamaram a atenção das pessoas para um problema cada vez mais corriqueiro não apenas em Itabira, mas em todo o país. Panfletos informativos com os números de telefones onde a pessoa pode denunciar e uma margarida com os dizeres ”Faça Bonito! Proteja nossas crianças e adolescentes” também foram distribuídos à população.
Para Glória Menezes, chefe do departamento de desenvolvimento comunitário, o Combate ao Abuso e à Exploração Sexual Infantil é uma luta de todos. “Todos somos responsáveis pelas crianças e adolescentes. O abuso e a exploração sexual infantil não é um problema do outro e por isso não se pode ser omisso a casos como estes. É preciso que as pessoas denunciem. É um crime e ficar omisso é contribuir com isso”.
Segundo a vice-presidente do Conselho Tutelar de Itabira, Sabrine Stéfane, casos de exploração e abuso sexual de crianças e adolescentes tem tido números relevantes na cidade e a maioria é praticada por familiares ou pessoas próximas da vítima. “Temos recebido casos com crianças de 2 a 12 anos. Assim que a denúncia chega ao Conselho, nós averiguamos o caso e encaminhamos para tratamento psicológico. O caso também é passado ao Ministério Público”.
A conselheira tutelar Leila Alvarenga ainda complementa que a maioria dos casos acontece em famílias desestruturadas. Para Sabrine é preciso que sejam feitas ações de orientação focadas em cada realidade local. “É preciso orientar os pais para que prestem mais atenção a seus filhos e ouvi-los. Eles precisam também ficar atentos ao comportamento das pessoas que convivem e que frequentam sua casa. Um abuso sexual muda a vida de uma criança ou adolescente para sempre e cada faixa etária é afetada de uma forma”.
Telefones para denúncia
Qualquer pessoa pode denunciar um caso de abuso e exploração sexual infantil e não precisa se identificar. Em Itabira pode-se realizar a denúncia pelo Disque 100, no Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), pelo 3835-2573, no Conselho Tutelar das 8h às 18h pelo 3839-2211 e após as 18h pelo celular 9802-7371.
Fizeram parte da caminhada, o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), os Centros de Referência de Assistência Social (Cras), o Conselho Tutelar, os conselhos municipais de Assistência Social, o de Direito da Criança e do Adolescente além do Combem e da Cáritas Diocesana, escolas municipais, estaduais e particulares da cidade e Alunos da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae).