Caminhões mataram 692 em Minas em 9 meses
De janeiro a setembro deste ano, 692 pessoas morreram em Minas em acidentes causados por caminhões, carretas, tratores e caminhonetes e cavalos mecânicos. Em 2009, no mesmo período, 940 pessoas morreram em acidentes envolvendo estes tipos de veículos, uma redução de 26,3%. Os dados são da Seguradora Líder, responsável pelo pagamento das indenizações às vítimas […]
De janeiro a setembro deste ano, 692 pessoas morreram em Minas em acidentes causados por caminhões, carretas, tratores e caminhonetes e cavalos mecânicos. Em 2009, no mesmo período, 940 pessoas morreram em acidentes envolvendo estes tipos de veículos, uma redução de 26,3%. Os dados são da Seguradora Líder, responsável pelo pagamento das indenizações às vítimas de acidentes de trânsito.
Estudo feito pelo Instituto Cuidando do Futuro, em parceria com a Federação das Empresas de Transportes de Cargas do Estado de Minas Gerais, revela que Minas lidera ranking de vítimas em acidentes envolvendo veículos de cargas. No segundo trimestre deste ano, o Estado era responsável por 22% dos acidentes com vítimas. No terceiro semestre este índice passou para 30%. O Estado de São Paulo vem em segundo lugar, com 17%, seguido pelo Paraná (9%), Bahia (9%) e Santa Catarina (6%).
No ranking de acidentes, Minas Gerais perdeu o primeiro lugar para São Paulo. No terceiro semestre de 2010, 21% das batidas envolvendo os veículos do setor de cargas aconteceram nas estradas paulistas. Minas vem em segundo lugar, com 19%, seguido pelo Paraná, com 9%. No segundo semestre deste ano, as estradas mineiras eram responsáveis por 19% das ocorrências, mesmo índice de São Paulo.
“A maior parte dos acidentes acontece por causa da velocidade incompatível com a rodovia, e a segunda causa é o cansaço dos motorista”, afirmou um dos coordenadores da ONG Cuidando do Futuro, Thiago Macedo Albuquerque. Ele é um dos integrantes do pacto mineiro pela redução de acidentes. Segundo ele, a meta é reduzir em três anos este índice em 40%. Segundo Albuquerque, o estudo da ONG Cuidando do Futuro é feito trimestralmente. Em todo o Brasil são analisadas 900 mil viagens.
Uma das conclusões da ONG Cuidando do Futuro é a de que são registrados 46 acidentes para cada 100 mil viagens. Em Minas os trechos com maior incidência de ocorrências envolvendo o setor de cargas são o da Fernão Dias entre Oliveira e Pouso Alegre, no Sul de Minas, e na mesma rodovia, de Belo Horizonte, a Naque, no Vale do Rio Doce.
Outro trecho com grande número de ocorrências é da BR-262 entre Araxá e Nova Serrana. “As empresas estão investindo cada vez mais na formação e conscientização dos motoristas, uma das formas de reduzir os acidentes nas estradas brasileiras”, afirmou Albuquerque.
No Brasil, o setor de cargas é responsável por cerca de 60 milhões de viagens por ano. Para Thiago Albuquerque, Minas Gerais lidera no número de vítimas, e está entre os que mais registram acidentes pelo fato de ter a maior malha rodoviária do Brasil, e consequentemente recebe mais veículos de outros estados. O engenheiro José Augusto Mello, especialista na construção de rodovias, afirma que a maior parte nas tragédias que envolve caminhões e carretas é por causa do excesso de velocidade. “As estradas brasileiras têm poucas balanças para fiscalizar o excesso de peso. Um veículo carregado, em alta velocidade, dificilmente consegue frear rapidamente se deparar com outro parado à sua frente”, declarou.